A histórica conquista do título da Copa Africana de Nações por Senegal pode acabar acompanhada de duras consequências disciplinares. Após os episódios registrados na final contra o Marrocos, disputada em Rabat (MAR), a seleção campeã corre o risco de ter jogadores e membros da comissão técnica suspensos, o que pode comprometer a presença de vários atletas na próxima Copa do Mundo.
As cenas de tensão ao fim da decisão chamaram a atenção de todo o mundo. Jogadores senegaleses, liderados pelo técnico Pape Thiaw, ameaçaram abandonar o gramado em protesto contra um pênalti marcado aos 95 minutos pelo árbitro congolês Ndala Ngambo. Paralelamente, torcedores dos Leões de Teranga protagonizaram graves incidentes em um dos setores do estádio, com tentativas de invasão, feridos e detenções.
De acordo com o regulamento da Confederação Africana de Futebol (CAF), Senegal está sujeito a uma multa que pode variar entre 50 mil e 100 mil euros (entre R$ 311 mil – R$ 623 mil) por indisciplina da delegação e de seus torcedores. Além disso, técnicos e jogadores diretamente envolvidos podem ser punidos com suspensões de quatro a seis partidas. Como essas punições seriam cumpridas em competições oficiais, muitos atletas correm o risco de desfalcar a seleção justamente durante a Copa do Mundo.
Ainda segundo as normas da CAF, os próximos jogos da seleção senegalesa como mandante poderão ser realizados com portões fechados, além da proibição de seus torcedores viajarem para acompanhar a equipe. Apesar da gravidade dos fatos, a participação do país na Copa do Mundo não está ameaçada — cenário que só teria se concretizado caso Senegal tivesse, de fato, abandonado a final, o que foi evitado após a intervenção de Sadio Mané.
Do lado marroquino, também houve registros de incidentes que seguem sob investigação. Entre eles, a atitude de gandulas que tentaram retirar a toalha usada pelo goleiro Édouard Mendy durante a prorrogação, repetindo comportamento semelhante ao ocorrido na semifinal contra a Nigéria, quando o alvo foi o goleiro Stanley Nwabali.
A repercussão foi tamanha que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou publicamente poucas horas após o término da partida. Em comunicado, o dirigente parabenizou Senegal pela conquista do título africano e elogiou o Marrocos pela campanha e pela organização do torneio, mas condenou duramente os acontecimentos.
— Infelizmente, também presenciamos cenas inaceitáveis dentro e fora do campo. Condenamos veementemente o comportamento de alguns torcedores, assim como de jogadores e membros da comissão técnica senegalesa. Abandonar o gramado dessa forma é inaceitável, assim como qualquer tipo de violência no nosso esporte — afirmou Infantino, que reforçou a necessidade de respeito às decisões da arbitragem e às regras do jogo.
Nesta segunda-feira (19), a CAF também divulgou uma nota oficial condenando o “comportamento inaceitável” de alguns jogadores e oficiais durante a final. Embora não tenha citado nominalmente a seleção de Senegal, a entidade confirmou que analisa todas as imagens do ocorrido para encaminhar o caso aos órgãos disciplinares competentes e aplicar as “medidas adequadas” aos responsáveis.
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