Neste domingo (21), o Corinthians celebrou a vitória na Copa do Brasil ao derrotar o Vasco por 2 a 1 no Maracanã. Com esse triunfo, o clube garantiu sua participação na fase de grupos da Libertadores de 2026, após um hiato de três anos sem alcançar essa etapa da competição.
Apesar dessa conquista, o plano financeiro para o próximo ano já recebeu a aprovação do Conselho Deliberativo e não sofrerá alterações significativas em função da competição. A fase de grupos da Libertadores pode trazer até R$ 27,2 milhões em receita. Em 2025, a Conmebol compensou os clubes com R$ 16,4 milhões por sua participação na primeira fase, além de R$ 1,8 milhão por cada vitória nesta etapa. Contudo, a diretoria não tem previsão para o repasse desses valores e decidiu manter sua estratégia financeira inalterada.
Com uma dívida que gira em torno de R$ 2,7 bilhões, o Corinthians planeja implementar cortes de custos e uma otimização de despesas. A meta da diretoria é encerrar o ano com um superávit de R$ 12 milhões. Entre as medidas adotadas, está a redução dos gastos com o departamento de futebol, que devem cair de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões.
A folha salarial do time terá uma diminuição de cerca de R$ 6,2 milhões mensais, o que pode resultar na saída de alguns jogadores na próxima temporada. Talles Magno e Romero, cujos contratos estão se encerrando, não devem ter seus vínculos renovados.
O clube também está buscando estender os contratos de Angileri e Maycon, que expiram no final da temporada, embora as conversas ainda estejam em andamento. Além disso, o Corinthians pode reemprestar outros jogadores, como o atacante Pedro Raul e o lateral Fagner.
No planejamento financeiro, o Corinthians espera arrecadar R$ 151 milhões com a venda de atletas e a diretoria não descarta realizar negociações já nesta janela de transferências. Entre os jogadores mais procurados pelo mercado internacional estão Hugo Souza, Gui Negão e Yuri Alberto.