O Botafogo se despediu de Davide Ancelotti e agora procura o sétimo técnico desde que a Saf assumiu, um período que teve início com Luis Castro. Em quatro anos, o clube teve seis treinadores, sendo o português aquele que ficou no cargo por mais tempo.
Dentre os seis, cinco eram estrangeiros: quatro de Portugal e um da Itália. Thiago Nunes foi o único brasileiro da lista, permanecendo por cerca de três meses antes de ser dispensado. Durante esse período, o Botafogo também contou com quatro treinadores interinos: Lúcio Flavio, Fabio Matias, Carlos Leiria e Carlos Caçapa.
Davide Ancelotti esteve à frente do Glorioso por 162 dias, acumulando 14 vitórias, 11 empates e sete derrotas em 32 partidas. Sua saída se deu após sua discordância em relação à demissão de Luca Guerra, preparador físico de sua equipe.
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Duração: 25/03/2022 a 30/06/2023 – 1 ano e 97 dias
Luis Castro, o primeiro e mais duradouro treinador da era Saf, assumiu o Botafogo após o título da Série B conquistado por Enderson Moreira. No início, enfrentou dificuldades de adaptação ao ambiente brasileiro, tendo atritos com a imprensa em coletivas, mas superou esses desafios e teve uma temporada memorável em 2023. Em junho, deixou o Brasil para se juntar ao Al-Nassr, a convite de Cristiano Ronaldo, e teve um aproveitamento de 56,79%, com 45 vitórias, 11 empates e 25 derrotas em 81 jogos.
Duração: 12/07/2023 a 04/10/2023 – 84 dias
Bruno Lage, o segundo técnico e também português, teve a passagem mais breve entre todos os treinadores. Sua estreia foi contra o Patronato, na Sul-Americana, onde venceu nos pênaltis e avançou às oitavas de final. Embora tenha mantido uma sequência de invencibilidade de nove jogos, acabou eliminado da competição após perder quatro partidas consecutivas. Sua saída aconteceu após um empate com o Goiás, onde o descontentamento do elenco por deixar Tiquinho Soares, artilheiro da equipe, no banco foi um fator determinante. Ele comandou o time em 16 jogos, com cinco vitórias, sete empates e quatro derrotas.
Duração: 16/11/2023 a 22/02/2024 – 98 dias
Thiago Nunes, o único brasileiro a liderar o Botafogo desde a venda para a Saf, teve uma passagem marcada por turbulências. Assumiu no final de 2023, em um momento crítico para o clube, que culminou na perda do título brasileiro, após liderar a competição por boa parte da temporada. Seu primeiro jogo terminou em empate com o Fortaleza, na 29ª rodada, e ele encerrou o ano com quatro empates e uma derrota. Em 2024, foi demitido após um empate com o Aurora na pré-Libertadores, somando 15 jogos, com quatro vitórias, sete empates e quatro derrotas.
Duração: 05/04/2024 a 03/01/2025 – 273 dias
O segundo técnico mais duradouro foi Artur Jorge, também português, que liderou o Botafogo em um ano histórico, conquistando o Brasileirão e a Libertadores em 2024. Após uma temporada brilhante, tornou-se alvo de propostas de outros clubes, e a negociação entre as partes incomodou John Textor, que não quis igualar os salários oferecidos do exterior. Assim, aceitou a proposta do Al-Rayyan. Artur Jorge teve 55 partidas pelo Glorioso, acumulando 31 vitórias, 15 empates e nove derrotas.
Duração: 28/02/2025 a 29/06/2025 – 121 dias
Renato Paiva, mais um português, teve uma breve passagem de cerca de quatro meses. Ele esteve à frente do Botafogo durante o Mundial de Clubes, onde obteve uma vitória notável sobre o PSG, mas foi eliminado pelo Palmeiras nas oitavas de final, uma derrota que influenciou sua decisão de deixar o cargo. Em 23 jogos, conquistou 12 vitórias, três empates e oito derrotas antes de ser dispensado, também devido ao desempenho anterior à competição.