Neste último fim de semana, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) lançou novas imagens do carro que competirá na Fórmula 1 em 2026. Em uma animação virtual, o novo modelo realiza uma volta completa pelas icônicas ruas de Mônaco.
O vídeo revela alterações significativas em comparação ao carro de 2025. O monoposto é mais estreito e apresenta mudanças notáveis na aerodinâmica traseira, incluindo a remoção da beam wing, uma pequena asa que complementava a estrutura principal e foi eliminada pelas novas diretrizes. A nova asa traseira, mais simples, reflete o esforço da FIA em diminuir a dependência aerodinâmica e aumentar a agilidade dos veículos.
Outro aspecto notável na simulação é a quantidade de oscilações do carro, especialmente nas curvas do circuito. No entanto, a FIA enfatiza que se trata apenas de uma simulação virtual, não sendo possível, neste momento, determinar se esse comportamento será replicado nos carros reais a partir de 2026.
Os principais conceitos do novo regulamento já haviam sido previamente apresentados. Os novos carros serão menores e mais leves, e não contarão mais com o sistema de redução de arrasto. Em seu lugar, será implementada a aerodinâmica ativa, que permitirá aos pilotos ajustarem as asas dianteira e traseira durante a corrida. Para facilitar as ultrapassagens, a categoria introduzirá um botão específico de ataque.
A sustentabilidade continua a ser um dos pilares centrais do projeto. As unidades de potência terão uma divisão equitativa entre motor elétrico e motor de combustão interna, enquanto os combustíveis utilizados serão totalmente sustentáveis, alinhando-se às metas ambientais da Fórmula 1.
Na quarta-feira (17/12), a FIA e a Fórmula 1 compartilharam imagens mais detalhadas do carro de 2026, além de explicarem as novas terminologias técnicas. Alguns sistemas foram renomeados, como o modo de impulso, que permitirá o uso estratégico da bateria tanto na defesa quanto no ataque durante a corrida.
A gestão de energia ganhará um papel ainda mais crucial. A recarga da bateria será uma colaboração entre o piloto e o engenheiro de pista, com diversas estratégias disponíveis, como frenagens, uso do motor em curvas específicas e até redução momentânea do acelerador. (Estadão Conteúdo)