O Ministério Público de São Paulo requereu a instauração de um inquérito policial para apurar áudios que foram divulgados, nos quais Douglas Schwartzmann, dirigente das categorias de base, e Mara Casares, ex-companheira do presidente Julio Casares, são mencionados em um suposto esquema de venda clandestina de ingressos para os camarotes do Morumbi. Ambos foram afastados de suas funções no clube, e o MP, sob a supervisão do promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, apresentou um inquérito detalhando os possíveis crimes identificados nas gravações de Schwartzmann e Casares.
Em entrevista ao portal “ge”, que teve acesso aos áudios, o promotor esclareceu que o caso pode se enquadrar no crime de “corrupção privada no esporte”. “O primeiro crime é a corrupção privada no esporte, previsto na nova Lei Geral do Esporte, que está em vigor desde 2023. Esse crime implica a manipulação de interesses pessoais em detrimento do patrimônio do clube e das instituições esportivas”, explicou.
“Além disso, existe um segundo crime, igualmente grave, que é a coação durante o processo. Se uma pessoa recebe uma ligação com o intuito de intimidá-la para que retire uma denúncia, sob a ameaça de consequências, como sugerem as gravações, isso é um indicativo de crime”, completou. Caso o processo avance, a situação será investigada e os envolvidos serão convocados para prestar esclarecimentos.
O São Paulo Futebol Clube também instaurou uma sindicância para investigar os áudios que envolvem Schwartzmann e Casares em um suposto esquema de venda irregular de camarotes no Morumbi. Em termos políticos, o Tricolor está passando por uma intensa movimentação, especialmente considerando que 2026 será um ano de eleições.