A Arena MRV, que é a casa do Atlético, completou em 2025 seu terceiro ano de funcionamento, sendo este o segundo ano integral. Rubens Menin, sócio-majoritário da SAF do clube, comentou sobre a administração do estádio e reafirmou que o foco principal será sempre o futebol, apesar da relevância que os shows também ocupam.
Em 2025, a Arena MRV adotou um gramado sintético, o que gerou algumas críticas sobre uma possível despriorização do futebol em favor de eventos musicais. Contudo, Menin garantiu que os jogos do Atlético sempre terão prioridade, e que os shows serão agendados apenas quando houver disponibilidade, ao contrário de situações como as do Allianz Parque, onde o Palmeiras frequentemente precisa jogar em outro local devido a compromissos.
“Vamos fazer diferente do Palmeiras. O futebol é a nossa prioridade e os shows são uma opção secundária. Não vamos afastar o Atlético da Arena. Queremos também lucrar com os shows e agregar valor ao espaço. Há muitas possibilidades a serem exploradas”, declarou Menin em entrevista ao Minas S/A, de O TEMPO, mencionando ainda a criação de um museu do Galo no estádio.
Menin recordou que a transição do gramado natural para o sintético foi uma conquista que exigiu esforço, já que havia uma regulamentação que impedia essa mudança. A decisão de optar pelo gramado artificial também decorreu da insatisfação com a qualidade do campo nos dois primeiros anos, que gerou críticas de jogadores.
Com o novo gramado, além de garantir a uniformidade da superfície, o Atlético poderá realizar shows sem que o campo seja danificado, como ocorria anteriormente. “A Arena está se tornando cada vez mais rentável, estamos no caminho certo. Planejamos mais shows, pois isso representa um ganho mútuo. É vantajoso para a cidade e impulsiona a economia”, concluiu.
Além de discutir a Arena MRV, Rubens Menin também abordou a estratégia para resolver as dívidas do Atlético, a gestão do futebol e as críticas recebidas pela torcida, especialmente após a derrota na final da Copa Sul-Americana em novembro.