A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, recorreu ao exemplo do Real Madrid, da Espanha, para justificar sua busca por uma alteração no estatuto do clube, que permitiria um terceiro mandato à frente da instituição, durante a votação do orçamento da temporada 2026, realizada na noite desta terça-feira (16).
Eleita no final de 2021, Leila iniciou seu primeiro mandato em 2022 e conquistou sua reeleição em uma votação histórica no final de 2024, garantindo sua permanência na presidência até dezembro de 2027.
Segundo informações da reportagem do Lance!, durante a reunião, houve um intenso debate, com a oposição expressando preocupações sobre o planejamento esportivo para a nova temporada, os altos gastos com contratações e o desempenho aquém do esperado, já que o Palmeiras não conquistou nenhum título na última temporada, algo inédito desde a chegada de Abel Ferreira ao comando da equipe.
Apesar das críticas, Leila reafirmou a qualidade de seu trabalho à frente do clube e argumentou que qualquer modificação estatutária que lhe permita concorrer novamente não seria um “golpe”. Ela comparou a situação à do Real Madrid, ressaltando que a alternância de poder não ocorre na equipe espanhola, onde o presidente Florentino Pérez está no cargo há duas décadas, brincando que o clube é “pequeno”.
Para que Leila possa se candidatar novamente à presidência do Palmeiras, é necessária uma mudança no estatuto, que deve ser aprovada pelo Conselho Deliberativo e, posteriormente, pelos associados. Para isso, ela precisaria de 50% mais um dos votos do CD, algo que, segundo informações obtidas pela reportagem, não deve ser um obstáculo. O tema tende a ganhar relevância em 2026, considerando que os resultados em campo não têm favorecido sua narrativa externa. Em 2025, o Palmeiras terminou sem conquistas, acumulando três vice-campeonatos: no Brasileirão, na Libertadores e no Campeonato Paulista.