O São Paulo Futebol Clube tomou a decisão de demitir o médico e nutrólogo Eduardo Rauen após uma polêmica envolvendo canetas para emagrecimento. O fornecimento desses produtos, utilizados pelo time, foi realizado sem a devida autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Rauen foi apontado como o responsável por prescrever e aplicar o medicamento em dois jogadores da equipe.
Um estudo com pacientes que interromperam o tratamento com Mounjaro, um dos medicamentos em questão, sugere que esses indivíduos tendem a recuperar peso e apresentar piora nos índices cardiometabólicos.
O medicamento, que ganhou notoriedade entre os atletas do São Paulo, foi comercializado de maneira inadequada, desrespeitando as normas da Anvisa. A caneta emagrecedora, como é popularmente chamada, era vendida por uma pessoa física sem a devida autorização legal para operar no Brasil.
O Mounjaro era disponibilizado mediante pagamento direto, com a promessa de entrega imediata e sem necessidade de receita médica. Seu preço elevado e a alegação de que o produto era importado tornavam sua venda regular no país inviável.
De acordo com informações do UOL, o fornecedor do medicamento afirmou que ele era destinado a jogadores do São Paulo e também a pessoas próximas à diretoria do clube. No entanto, ao perceber que estava conversando com um jornalista, alterou sua versão, negando a venda e alegando que havia trazido apenas algumas unidades como um favor a amigos.
Apesar dessa nova narrativa, a investigação revelou os responsáveis pelos pagamentos relacionados às recomendações feitas dentro do clube. O indivíduo em questão utilizava uma linguagem comercial típica, mencionando estoque limitado, promovendo ofertas e compartilhando materiais com orientações sobre o uso das canetas.
A Anvisa enfatizou que a venda de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular, e que apenas farmácias ou drogarias autorizadas podem comercializar esses produtos. O São Paulo declarou que não tinha conhecimento da origem do medicamento, iniciou uma investigação interna e encerrou a colaboração com o médico envolvido.