No dia seguinte à divulgação de gravações relacionadas a transações irregulares de camarotes no Morumbi, Julio Casares, presidente do São Paulo, utilizou suas redes sociais para se manifestar. Em sua declaração, ele anunciou a abertura de uma sindicância e explicou os passos que serão tomados pelo clube, que se desdobrarão em duas frentes.
“A prioridade é realizar uma auditoria externa, evitando qualquer possibilidade de interferência política ou influência indevida. Todos os envolvidos serão ouvidos, e um relatório final fornecerá ao clube suas recomendações e possíveis direções futuras”, afirmou.
Casares também detalhou que, simultaneamente, a sindicância interna será conduzida pelo departamento de compliance.
O presidente ressaltou sua posição contrária ao prejulgamento e à condenação antecipada: “Acredito no direito à ampla defesa. No entanto, independentemente do resultado da sindicância, tomaremos medidas rigorosas contra qualquer pessoa que seja identificada como tendo se comportado de maneira inadequada no clube. Não haverá favorecimento baseado em amizade, parentesco, posição ou alinhamento político”, acrescentou.
Em sua nota, Casares expressou sua indignação com a situação: “Tomei conhecimento da grave conversa divulgada pela mídia nesta segunda-feira, um dia triste para nossa instituição. Esperei um dia para me pronunciar, pois nossa prioridade é esclarecer os fatos e, se necessário, agir de forma adequada. Casos como este exigem total transparência, e a sindicância foi iniciada imediatamente após a revelação. Este trabalho está sendo realizado em duas frentes: a auditoria externa e a sindicância interna. Não podemos permitir que malfeitos permaneçam sem esclarecimento. Nenhuma pessoa está acima do São Paulo Futebol Clube.”
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