Durante sua coletiva de despedida do Cruzeiro na tarde desta segunda-feira (15/12), realizada na Toca da Raposa, o técnico Leonardo Jardim foi claro ao discutir o legado que deixa para o clube, ressaltando impactos que vão além do aspecto esportivo. “O que deixo é o meu melhor. Meu legado é aquilo que consegui oferecer, o conhecimento que compartilhei e o esforço que dediquei”, iniciou Jardim ao ser questionado sobre o tema.
O treinador português enfatizou que, com base em sua vivência no futebol, buscou promover melhorias para o Cruzeiro como um todo, algo que, segundo ele, pode ter gerado um certo desconforto em alguns. “As mudanças que implementamos aqui na Toca, assim como a gestão de algumas estruturas, certamente não agradaram a todos, mas foram realizadas com a intenção de beneficiar o clube, visando melhorias institucionais e disciplinares”, complementou.
Sem entrar em pormenores, Jardim assegurou que não tem problemas com esse tipo de situação, sempre focando no futuro da equipe. “Essa sempre foi minha perspectiva. Já disse: ‘não brinco de futebol. Tenho 30 anos de carreira e nunca tratei o futebol como uma brincadeira ou uma forma de ganhar dinheiro. Meu trabalho é sério. Não estou aqui para fazer amigos, mas para otimizar recursos, alcançar metas e organizar as coisas’.”
Ao concluir, Jardim expressou sua gratidão a Pedrinho pelo suporte recebido durante os mais de dez meses em que esteve no comando do clube, e desejou sucesso ao Cruzeiro em sua trajetória futura. “Essa é a forma como sempre pensei e atuei aqui, com o apoio do nosso presidente ao meu lado, e acredito que a instituição seguirá no caminho certo.”
Jardim encerra sua passagem pelo Cruzeiro após pouco mais de dez meses, tendo comandado a equipe em 58 partidas (incluindo três amistosos), com um total de 27 vitórias, 19 empates e 12 derrotas, resultando em um aproveitamento de 57,4%. Com esse desempenho, o clube garantiu sua vaga na fase de grupos da Libertadores 2026, retornando à competição continental após seis anos de ausência.