Após a partida contra o Botafogo, realizada na quinta-feira (4/12), o treinador Leonardo Jardim compartilhou detalhes sobre o início de sua jornada no Cruzeiro. Ele destacou não apenas a transformação no comportamento da equipe, mas também mencionou que, antes dessa mudança, havia considerado a possibilidade de se afastar do clube caso o desempenho não apresentasse melhorias.
É amplamente reconhecido que a “virada de chave” na temporada aconteceu durante o confronto contra o São Paulo, no Morumbi, que ocorreu na terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Naquela data, 13 de abril, o time titular passou por alterações significativas, com a saída de atletas como Gabigol e Dudu e a entrada de Christian e Wanderson.
“A temporada começou de maneira complicada, o que levou à troca de treinador (Fernando Diniz foi demitido em janeiro e Jardim assumiu em fevereiro). Nossos jogadores demonstraram que era possível brigar nas primeiras posições do campeonato a partir do jogo contra o São Paulo”, disse ele.
“Não me esqueço: na véspera do jogo contra o São Paulo, convoquei os jogadores e afirmei: se não alterarmos nosso comportamento e atitude, estarei aqui apenas ocupando espaço. Após a reunião, encontrei o presidente (Pedro Lourenço) e declarei: vou implementar algumas mudanças. Se não funcionar, após o jogo contra o Bahia, eu saio e você não precisa me pagar”, revelou.
Após uma performance sólida em São Paulo, que resultou em um empate de 1 a 1, o Cruzeiro voltou ao Mineirão na rodada seguinte e conquistou uma vitória convincente de 3 a 0 sobre o Bahia.
“Naquele dia, os jogadores começaram a evidenciar que realmente tinham qualidade e que podiam competir entre os melhores do futebol brasileiro, resultando na temporada que fizeram. Recordando essa reunião com os jogadores, sinto-me muito satisfeito, e a conversa que tive com o Pedro, além desses jogos, foi crucial; foi o impulso necessário para que eles mostrassem seu verdadeiro valor na nossa equipe”, finalizou Jardim.