Após se recuperar de uma grave lesão, o atacante Cuello poderá ser a principal novidade na lista dos convocados para o duelo contra o Palmeiras, agendado para esta quarta-feira (3/12), às 21h30, na Arena MRV. Durante os quase 70 dias sem a presença do argentino, o ataque do Galo teve que se adaptar às circunstâncias. Cuello, que era a principal referência ofensiva do Atlético até sua lesão em uma partida contra o Bolívar, em La Paz, no dia 24 de setembro, sofreu uma fratura na fíbula e uma ruptura de ligamentos no tornozelo esquerdo.
A gravidade do problema levantou a expectativa de que o jogador só voltasse aos gramados em 2026, mas sua recuperação foi surpreendentemente rápida, permitindo que ele retornasse aos treinos com o restante da equipe, após receber alta do departamento médico. Ao todo, Cuello ficou fora de 19 partidas, sendo 15 pelo Campeonato Brasileiro e quatro pela Sul-Americana. Uma análise dos números revela que, estranhamente, o Atlético não sentiu tanto a sua falta. Considerando apenas os jogos do Campeonato Brasileiro e da Sul-Americana, o desempenho do Galo após a lesão foi ligeiramente melhor. Com Cuello em campo, o time acumulou oito vitórias, oito empates e oito derrotas, resultando em um aproveitamento de 44,4%. Já nos 19 jogos sem ele, o Galo conquistou sete vitórias, sete empates e cinco derrotas, alcançando 49,1% de aproveitamento. Confira os detalhes:
NO BRASILEIRÃO:
– 4 vitórias, 5 empates, 6 derrotas
– 37,7% de aproveitamento
– 15 gols marcados, 20 sofridos
NA SUL-AMERICANA:
– 4 vitórias, 3 empates, 2 derrotas
– 55,5% de aproveitamento
– 15 gols marcados, 9 sofridos
Total: 8 vitórias, 8 empates, 8 derrotas – 44,4% de aproveitamento
NO BRASILEIRÃO:
– 5 vitórias, 5 empates, 5 derrotas
– 44,4% de aproveitamento
– 17 gols marcados, 16 sofridos
NA SUL-AMERICANA:
– 2 vitórias, 2 empates
– 66,6% de aproveitamento
– 5 gols marcados, 2 sofridos
Total: 7 vitórias, 7 empates, 5 derrotas – 49,1% de aproveitamento
Apesar dos números que indicam um leve aumento de desempenho (em parte devido à chegada de Sampaoli), a realidade em campo é diferente. Mesmo não sendo um atacante com grande capacidade de finalização (marcou apenas seis gols na temporada), Cuello era essencial na criação das oportunidades de gol para o Atlético, graças à sua habilidade, velocidade e domínio nas disputas individuais.
Sem a sua presença, o time sentiu a falta de um jogador de beirada que pudesse desequilibrar as defesas adversárias. Dudu foi o que mais se aproximou desse papel, mas não conseguiu manter a mesma regularidade que Cuello.
Para contratar o atacante, o Atlético investiu cerca de 6 milhões de dólares (aproximadamente 36 milhões de reais na cotação da época) ao Athlético-PR no início de janeiro. Cuello já havia jogado uma partida pelo Furacão no Campeonato Paranaense antes de sua transferência. Até o momento, ele disputou 41 jogos pelo Galo, contribuindo com seis gols e sete assistências.
– 12/2 – Atlético 3×0 Itabirito (Mineiro) – 1 gol
– 05/3 – Atlético 4×1 Manaus (Copa do Brasil) – 1 gol
– 20/4 – Atlético 1×0 Botafogo (Brasileirão) – 1 gol
– 15/5 – Atlético 3×1 Caracas (Sul-Americana) – 1 gol
– 31/7 – Flamengo 0x1 Atlético (Copa do Brasil) – 1 gol
– 14/8 – Atlético 2×1 Godoy Cruz (Sul-Americana) – 1 gol
TUDO PRONTO! O Atlético finaliza a preparação para enfrentar o Palmeiras, contando com um retorno crucial.
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