A torcida do Atlético Mineiro voltou a se manifestar contra a diretoria do clube após a derrota na final da Copa Sul-Americana para o Lanús. Na madrugada deste sábado (29/11), os torcedores colocaram várias faixas ao redor da Arena MRV. Na noite anterior, a sede da Associação do Galo, localizada no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte, também foi palco de protestos. O clube, por sua vez, informou que não fará comentários sobre a situação.
As faixas no estádio criticavam diretamente a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e mencionavam o empresário Daniel Vorcaro, que possui 26% das ações do Atlético e foi preso em 17 de novembro, acusado de envolvimento em um esquema de fraude bilionário. Além disso, ele está sendo investigado por supostas conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em um caso de lavagem de dinheiro.
Uma das faixas expostas na Arena questionava: “Vorcaro e o PCC são sócios só da SAF?”. Outra faixa exibia a mensagem “SAF Criminosa”, e uma terceira se referia ao ex-presidente do Galo e ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, indagando: “E o Kaliu é o inimigo?”.
Após uma Audiência Extraordinária, Vorcaro foi afastado do Conselho de Administração do Atlético, embora essa decisão não tenha alterado a estrutura societária do clube. Na última sexta-feira, a Justiça determinou a libertação do empresário e de outros envolvidos no caso.
A situação não é favorável para o Atlético, que pode ficar pelo segundo ano consecutivo sem disputar a Copa Libertadores. Um empate com o Flamengo na terça-feira (25/11) eliminou as chances do time de alcançar a sétima posição na tabela. Para ter alguma esperança, o Galo precisa vencer os jogos restantes do Campeonato Brasileiro e depender de uma combinação de resultados para atingir a oitava colocação. Além disso, torcer para que Cruzeiro ou Fluminense ganhem a Copa do Brasil, o que abriria uma vaga para a Libertadores na competição nacional.
O próximo desafio do Atlético será neste domingo (30/11), contra o Fortaleza, no Ceará, com início marcado para 18h30.