Palmeiras e Flamengo se reencontrarão na final da Copa Libertadores, reafirmando a força dessas duas equipes não apenas no cenário nacional, onde disputam acirradamente o título brasileiro, mas também em nível continental. Nesse contexto, o Cruzeiro saiu invicto em suas partidas contra ambos os times, recebendo elogios e, em alguns momentos, apresentando um futebol mais sólido.
Neste texto, não se trata de comemorar um “troféu simbólico” por ter se mantido invicto diante dos gigantes do futebol brasileiro atualmente, mas de destacar o excelente trabalho que vem sendo realizado, especialmente sob a liderança do técnico Leonardo Jardim. Dentro desse processo de reestruturação, é natural que os torcedores anseiem por ver o Cruzeiro novamente conquistando títulos, como foi comum em sua história.
Entender essa jornada é essencial para quem acredita em um projeto e deseja se estabelecer como uma força em um futebol nacional que é, por sua natureza, bifurcado. Atingir esse patamar não é fácil, nem manter-se nele. No entanto, a recompensa pela paciência certamente virá — afinal, o esporte é cíclico, e o futebol não é exceção.
Em 2012, o Palmeiras conquistou a Copa do Brasil, pondo fim a um jejum de mais de uma década sem conquistar um troféu. Contudo, naquele mesmo ano, a equipe enfrentou seu segundo e doloroso rebaixamento. O time alviverde conseguiu o acesso imediato e retornou à elite em 2014, mas passou por dificuldades naquele ano.
Na última rodada daquela temporada, o Palmeiras estava em situação crítica, com grandes chances de rebaixamento — o que teria sido desastroso para as finanças do clube. Contudo, uma combinação de resultados salvou o Verdão na 16ª colocação. A partir de então, começou uma transformação significativa.
Quase 11 anos depois, sob o comando de Abel Ferreira, o Palmeiras pode se tornar o primeiro clube brasileiro a conquistar a Libertadores quatro vezes. Tudo isso foi possível porque um caminho foi cuidadosamente trilhado — não apenas através do investimento da Crefisa, mas também com planejamento, vendas estratégicas, reformulação do elenco, contratações pontuais e a sustentação do trabalho do técnico.
O que desejo enfatizar nesta reflexão é que essa trajetória não se construiu da noite para o dia. Não há mágica no futebol. Trata-se de um ciclo de construção, da criação ou resgate de uma cultura e identidade.
Atualmente, enquanto o rival Atlético Mineiro avança para uma final da Sul-Americana, muitos tendem a focar apenas no sucesso imediato do time vizinho. Porém, conquistar títulos, como o Palmeiras fez em 2012, não elimina por completo os problemas estruturais que precisam ser resolvidos. O título é valioso, sem dúvida, mas se não houver uma reforma profunda nas falhas, a estrutura pode sofrer danos irreparáveis.
É fundamental que os torcedores compreendam o momento que o Cruzeiro está vivendo. E reitero: não se trata de se conformar com pouco, mas de perceber que o caminho para superar a última barreira — a volta às conquistas e ao protagonismo — está sendo trilhado. E, na minha opinião, isso já é uma grande vitória.
Atualmente, o Cruzeiro — o primeiro dos “mortais” no Brasileirão, ocupando a terceira posição e buscando defender esse posto diante do Vitória neste sábado — demonstrou que até os imortais podem, de fato, sangrar.
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