Um dos atletas menos utilizados do Cruzeiro nesta temporada, o zagueiro paraguaio Gamarra revelou que tentou negociar sua saída do clube, mas essa possibilidade foi barrada pelo técnico Leonardo Jardim. Com apenas cinco partidas atuando pela Raposa, Gamarra recebeu uma proposta para retornar ao Olimpia, um respeitado time do seu país. O defensor chegou a dialogar com a diretoria do clube sobre a proposta. Essa informação foi compartilhada durante sua participação no programa ‘La Gran Jugada’, da Rádio Rock & Pop, em Assunção.
“Conversei com o treinador, pois havia quatro zagueiros, incluindo eu, e eu estava voltando de uma lesão. Faltavam três semanas para minha volta, e chegou mais um jogador, totalizando cinco zagueiros. Comuniquei ao treinador que estava bem e me relacionava bem com todos, mas precisava sair para ter a chance de jogar, pois não gosto de ser reserva”, declarou Gamarra durante a entrevista.
Segundo o paraguaio, Jardim elogiou sua dedicação nos treinos e justificou a negativa em deixar sua saída ocorrer. “Ele me explicou que seria complicado me liberar porque só tinha três zagueiros e eu era o quarto, sendo que o outro estava machucado (João Marcelo). Eu expus meu desejo de sair e insisti três vezes, mas ele foi firme em sua resposta: não, não, não”, contou Gamarra.
O jogador expressou sua ansiedade em voltar a atuar: “Minha intenção era retornar, sou muito jovem, quero jogar, estou faminto por oportunidades, não gosto de ser suplente e quero brigar por uma posição. Foi realmente difícil para mim ser reserva ou nem ser convocado”, completou.
Atualmente, Gamarra está emprestado pelo Athlético-PR ao Cruzeiro até dezembro deste ano, com contrato com o Furacão até o final de 2027. Ele pode ter a oportunidade de voltar a jogar contra o Vitória, no próximo sábado (1º), no Mineirão, em um confronto da 31ª rodada do Brasileirão, já que os titulares Fabrício Bruno e Villalba estão suspensos. Gamarra concorre por uma vaga com Jonathan Jesus e João Marcelo. A última vez que ele entrou em campo pelo Cruzeiro foi em 28 de maio, durante o empate em 0 a 0 contra o Unión, da Argentina, na última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, quando Jardim escalou um time alternativo, já que o Cruzeiro não tinha mais chances de avançar na competição.