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Artilheiro da Série B, Pedro Rocha compartilha suas experiências no Remo e a busca pelo acesso

Aos 31 anos, Pedro Rocha vive uma situação que parece quase simbólica. O Clube do Remo, atual equipe em que atua, completa 31 anos desde sua última aparição na Série A. Com 14 gols, ele se destaca como o artilheiro isolado da Série B, sendo não apenas um goleador, mas também uma peça-chave no sonho de retorno à elite do futebol brasileiro.

Em 2025, a parceria entre Pedro Rocha e o Remo tem se mostrado extremamente frutífera. De um lado, um jogador que reencontrou sua motivação e protagonismo; do outro, um clube que se reergueu, alimentado pela ambição e pelo apoio de uma torcida apaixonada que transforma estádios como Baenão e Mangueirão em verdadeiros caldeirões.

LANCE! – Pedro, boa tarde! Poderia se apresentar ao torcedor do Remo e comentar sobre o que está vivendo no clube?

Pedro Rocha: Boa tarde! É uma satisfação estar aqui conversando com vocês. Este é um momento significativo para mim; estou conseguindo mostrar meu melhor futebol e contribuindo para a equipe. Fico contente por estarmos lutando pelo tão desejado acesso.

L! – Você é capixaba, mas iniciou sua carreira profissional em São Paulo. Como foi essa transição?

Pedro Rocha: Comecei em uma escolinha no Espírito Santo e, aos 14 anos, me mudei para São Paulo em busca de oportunidades em clubes maiores. Fui aprovado no Atlético Diadema, que tinha uma parceria com o Juventus da Mooca, e foi ali que realmente comecei. Depois, fui para o Grêmio no meu último ano de sub-20, onde o Felipão me promoveu ao time principal, e foi ali que tudo começou a acontecer.

L! – Seu pai mantém um caderno onde anota todos os seus gols. Isso te inspira de alguma forma?

Pedro Rocha: Com certeza! Ele registra tudo desde a base: datas, adversários, competições. Esse gesto é um carinho e uma lembrança que carrego comigo. Ver minha trajetória documentada me motiva bastante.

L! – E a experiência na Rússia, como foi?

Pedro Rocha: Foi uma decisão importante para a minha carreira. Eu vinha em um bom momento, fazendo gols e conquistando títulos, e queria dar um passo em direção ao meu sonho de jogar na Europa. A Rússia foi uma oportunidade diferente, um país muito distinto, mas que me ensinou bastante.

L! – Após isso, você retornou ao Brasil e passou por Cruzeiro, Athletico e Flamengo. Como foi sua passagem pelo Flamengo?

Pedro Rocha: Quando fui para o Flamengo em 2020, era um empréstimo da Rússia. Tinha grandes expectativas, mas o ano foi complicado devido à pandemia — o calendário se estendeu, e meu contrato acabava em dezembro. Infelizmente, os clubes não conseguiram um acordo, e tive que voltar à Rússia. Ao retornar, uma nova regra sobre o número de estrangeiros me impediu de ficar no elenco principal, e acabei jogando no time B, não por questões técnicas, mas por limitações.

L! – Seu estilo de jogo mudou desde o início da carreira?

Pedro Rocha: Na verdade, comecei como falso nove no Juventus da Mooca, mesmo não tendo as características típicas dessa posição. Sempre gostei de atuar ali, pois me deixava próximo do gol e me permitia ajudar mais. Quando fui para o Grêmio, passei a jogar como extremo, aproveitando minha velocidade e habilidade no drible. Essa mudança me trouxe mais visibilidade. Porém, a posição de falso nove ainda é uma das que eu mais gosto de jogar. O importante para mim é estar em campo e dar o meu melhor.

L! – Agora falando sobre o Remo, como surgiu o convite para você se juntar ao clube e o que te fez aceitar?

Pedro Rocha: O convite foi tranquilo. O antigo diretor, Sérgio Papellin, já me conhecia do Fortaleza. Eu precisava de mais minutos em campo, e o Remo estava crescendo com um bom projeto. Minha família apoiou a decisão imediatamente.

L! – Como tem sido a experiência de viver em Belém? Você já experimentou o açaí paraense?

Pedro Rocha: Eu não conhecia Belém antes, mas já tinha ouvido falar muito bem da cidade e das pessoas. A decisão de vir foi rápida, considerando que eu precisava jogar e que o clube me acolheria bem. Como joguei com Pikachu no Fortaleza, ele sempre falava sobre Belém e o açaí. Embora nunca tenha vindo aqui para jogar, agora estou aqui no Remo. Já provei o açaí e gostei, tanto com açúcar quanto sem; é realmente muito bom.

L! – Você já contabiliza 18 gols e 5 assistências na temporada. Qual foi o impacto da chegada do novo treinador?

Pedro Rocha: O novo treinador tem muita confiança no grupo e reconhece nosso potencial. Essa confiança faz toda a diferença. O ambiente é leve, o que ajuda a render mais em campo.

L! – O Remo não disputa a Série A há 31 anos. Que mensagem você deixa para a torcida nesse momento decisivo?

Pedro Rocha: Sem dúvida, a torcida é fundamental, assim como tem sido durante toda a temporada. Meu recado é que continuem lutando e nos apoiando até o final. Nessa reta final, precisaremos muito do apoio deles. Assim como é o sonho deles retornar à Série A após tantos anos, nós, jogadores, estamos lutando com afinco para que nossas carreiras também sejam valorizadas. Cada um de nós está empenhado em conquistar esse acesso tão almejado.

L! – Houve um interesse do São Paulo durante a temporada. Você pensa em sair ou renovar para 2026?

Pedro Rocha: Meu contrato vai até o final da Série B. Meu foco sempre foi dar o meu melhor aqui e conquistar o acesso, sem me preocupar muito com o futuro. Um acesso valoriza muito um jogador e um clube, mas no momento estou concentrado no presente. Se surgir uma oportunidade, ficarei feliz, mas sempre com calma e tranquilidade. Tomo decisões junto com minha família e, por enquanto, meu objetivo principal é garantir o acesso para o Remo.

L! – Qual é o seu maior sonho atualmente?

Pedro Rocha: Enquanto eu tiver saúde e disposição para jogar futebol, farei isso com alegria e paixão, pois sempre foi meu sonho. Meu desejo é continuar jogando e conquistando, elevando ainda mais minha carreira, pois quero deixar um legado para meus filhos e minha família.

L! – Você já consegue imaginar o Remo comemorando o acesso ao final da temporada?

A gente sonha todos os dias, mentaliza essa conquista. Acredito que tudo o que pensamos e sonhamos pode se tornar realidade. A cada dia que passa, sabemos que precisamos continuar lutando. Sabemos que não será fácil, mas com muito trabalho e dedicação, tenho certeza de que alcançaremos nosso objetivo.

O Remo está na reta final da Série B, repleto de emoção e expectativa. Com 54 pontos em 33 jogos, ocupa atualmente a quarta posição na tabela, garantindo a presença no G4.

Próximos jogos do Remo:
24/10, 21h35: Cuiabá x Remo – Arena Pantanal
02/11, 18h30: Remo x Chapecoense – Baenão
08/11, 16h00: Novorizontino x Remo – Jorge Ismael de Biasi
15/11: Avaí x Remo – a definir
22/11: Remo x Goiás – a definir

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade