Nesta quarta-feira, um único time se destacou em busca da vitória no clássico, e esse time, vestido com as cores preto e branco, entrou em campo enfrentando nada menos que 10 desfalques. Mesmo diante de tantas ausências, o Atlético demonstrou uma superioridade imensa em relação ao adversário, merecendo os três pontos que, infelizmente, não vieram devido a uma série de fatores. O resultado é realmente frustrante, mas a performance foi promissora.
Com a defesa titular totalmente fora, Sampaoli escalou um trio composto por Saravia, Ruan e Iván Román, que se portaram muito bem. O argentino mostrou-se um lutador, enquanto o autor do gol demonstrou qualidade e frieza, e o jovem chileno teve uma atuação notável, sendo vítima de uma jogada maldosa — para dizer o mínimo — do atacante rival. Kaio Jorge recebeu cartão vermelho por sua ação, mas, na verdade, merecia ser punido antes disso.
Antes mesmo da expulsão, o Galo já se mostrava amplamente superior. No setor ofensivo, Bernard e Dudu brilharam em campo. O camisa 92, a meu ver, não deveria ter saído, mesmo apresentando sinais de cansaço. Ele quase marcou um gol e esteve perto de mais uma “lei do ex”. Seu desempenho tem sido crescente, e atualmente é um titular indiscutível, assim como nosso camisa 11, que está se destacando sob a orientação de Sampaoli.
Rony, como sempre, mostrou empenho e disposição, mas cometeu falhas com a bola nos pés, especialmente em uma transição iniciada por Everson, quando o camisa 33 desperdiçou a oportunidade de fazer uma assistência para gol.
Para encerrar as avaliações individuais, Scarpa fez uma ótima partida (apesar de alguns erros no final), e Fausto Vera também teve uma boa atuação, mostrando-se promissor em jogos anteriores. Por outro lado, Gabriel Menino cometeu mais um erro, concedendo um gol ao Cruzeiro, que, convenhamos, não teria marcado se não tivesse recebido esse presente.
As estatísticas revelam 23 finalizações do Atlético contra apenas quatro do rival. A postura defensiva do time azul, somada à arbitragem insatisfatória de Paulo César Zanovelli e aos erros individuais que cometemos, ajudaram a explicar a igualdade no placar.
De qualquer forma, a cada jogo, vemos um Galo cada vez mais organizado, agressivo e que sabe como atuar com e sem a bola. É gratificante ter um bom treinador! Que venha o Corinthians e, principalmente, o Del Valle. Ainda há tempo para terminarmos o ano com um sorriso de felicidade.
Saudações!
Sampaoli ressalta que o Atlético foi o único time que se dispôs a vencer o clássico.
Desfalques acontecem, mas será que precisavam ocorrer todos de uma vez?
Finalmente, teremos um fim de semana tranquilo (o primeiro em muito tempo).
A armadilha do “jogo fácil” está presente. Cai quem quiser.
É hora do “protocolo inseticida”. Boa sorte aos jovens!