A intensa rivalidade entre Atlético e Cruzeiro vai além das arquibancadas, refletindo-se também nas atitudes dos atletas em campo. Nesta quarta-feira (15/10), às 21h30, os dois times se enfrentam novamente em um clássico, desta vez válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena MRV.
Na véspera do confronto, O TEMPO Sports relembra algumas das provocações mais significativas desse embate mineiro, que continuam a ser vistas entre os jogadores das equipes atuais.
O último encontro entre eles ocorreu nas quartas de final da Copa do Brasil deste ano. Após vencer o primeiro jogo por 2 a 0 no Mineirão, o Cruzeiro repetiu o placar na partida de volta. O atacante Kaio Jorge, autor dos dois gols, provocou a torcida rival com o gesto do “6 a 1”, aludindo à famosa vitória do time celeste por 6 a 1 sobre o Atlético em 2011, um jogo emblemático que ocorreu na última rodada do Campeonato Brasileiro, quando a Raposa lutava contra o rebaixamento.
Após a partida, enquanto celebrava a classificação para as semifinais, Kaio Jorge ainda mordeu um galo de borracha e vestiu uma camiseta com a imagem de uma raposa mordendo um galo.
Em 2024, o Atlético enfrentou o Cruzeiro na Arena MRV durante o primeiro turno do Campeonato Brasileiro e venceu com facilidade por 3 a 0, com todos os gols marcados no primeiro tempo. Arana, responsável pelo terceiro gol, comemorou fazendo o famoso gesto de “chororô”.
Depois de conquistar o Campeonato Mineiro de 2024 sobre o Cruzeiro, os jogadores do Atlético provocaram os rivais ao compartilhar uma foto de Ronaldinho Gaúcho com a frase icônica “quando tá valendo, tá valendo”, que o ex-jogador proferiu após um jogo contra o São Paulo nas oitavas de final da Libertadores.
No ano anterior, o Cruzeiro havia vencido o primeiro clássico na Arena MRV, com um gol contra do zagueiro Jemerson, garantindo uma vitória por 1 a 0 no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Filipe Machado, volante da equipe celeste, não deixou passar a oportunidade e, ainda em campo, simulou jogar milho no chão em uma clara provocação ao Galo, mascote do time alvinegro.
Em 2014, o Atlético conquistou sua primeira Copa do Brasil, derrotando o Cruzeiro. A partida de volta, que encerrou com um 1 a 0 a favor do Atlético, foi disputada no Mineirão. Após o apito final, Diego Tardelli, que marcou o gol do título, alfinetou os rivais. “Aqui é nosso salão de festas”, declarou, mencionando que o Mineirão, tradicionalmente chamado de Toca III pelos cruzeirenses, seria conhecido pelos atleticanos como “Salão de Festas”, em decorrência das conquistas na Libertadores em 2013 e na Copa do Brasil em 2014.
Na vitória de 3 a 2 sobre a Raposa no Mineirão, também pelo Campeonato Brasileiro de 2014, Tardelli marcou o segundo gol e, durante a comemoração, uniu-se ao lateral Marcos Rocha para provocar o Cruzeiro. Os dois, de costas para as câmeras, exibiram os números de suas camisas (9 para Tardelli e 2 para Marcos Rocha), em uma clara referência à histórica goleada de 9 a 2 que o Atlético aplicou no Cruzeiro em 1927.
Em 2009, o Cruzeiro impôs uma de suas goleadas mais memoráveis no clássico, ao vencer o Atlético por 5 a 0 no jogo de ida da final do Campeonato Mineiro. O atacante Kléber Gladiador abriu o placar e, em sua comemoração, imitou uma galinha, provocando o Galo, mascote do rival.
Essa não foi a primeira vez que um jogador do Cruzeiro fez tal provocação; na década de 90, Paulinho McLaren também imitava uma galinha ao marcar gols em clássicos.
Em 1977, Toninho Cerezo, jogador do Atlético na época, declarou que enquanto ele, Reinaldo e Paulo Isidoro estivessem no Galo, o Cruzeiro nunca seria campeão. A comissão técnica do time azul se apropriou das palavras do atleta como um incentivo para motivar seus jogadores, e a estratégia funcionou: a Raposa se sagrou campeã mineira naquele ano.