Carlo Ancelotti expressou sua insatisfação após a derrota da seleção brasileira para o Japão, que terminou em 3 a 2, na terça-feira (14/10). O Brasil, que foi para o intervalo com uma vantagem de dois gols, sofreu um colapso no segundo tempo.
O treinador justificou as mudanças na escalação e destacou que continuará testando novas formações até o Mundial. “Comentei que tanto esta quanto a próxima Data Fifa seriam momentos para experimentos, e seguiremos nesse caminho em novembro. Essa derrota não altera nossos planos, e hoje tivemos uma importante lição. É um processo que é melhor enfrentar agora do que durante a Copa do Mundo,” disse ele.
A equipe estava desempenhando bem até os primeiros instantes do segundo tempo, quando o zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro, cometeu um erro de passe na área, permitindo que o Japão reduzisse a vantagem. Esse gol animou os adversários, que, com méritos, conseguiram a virada diante de um Brasil apático.
Embora tenha reconhecido que o erro de Fabrício teve um impacto significativo no aspecto psicológico da equipe, Ancelotti enfatizou que falhas individuais não devem comprometer a inclusão do jogador na seleção e pediu mais “atitude” do time em situações difíceis. “Devemos manter o equilíbrio. A equipe não se tornou campeã do mundo apenas por vencer a Coreia. O maior erro hoje foi não reagir adequadamente após o segundo gol,” comentou o italiano. “Até o erro de Fabrício, o jogo estava sob controle. Fiquei muito claro sobre o que aconteceu. O time se desestabilizou mentalmente após o primeiro gol. Esse foi o principal erro.”
Ao ser indagado sobre a possibilidade de ter cometido um engano ao realizar várias mudanças na equipe, o treinador rejeitou essa ideia de forma enfática, afirmando que pediu aos jogadores, durante o intervalo, que mantivessem a mesma atitude do primeiro tempo. “Não está tudo bem. Todos estão insatisfeitos. Eu também não gosto de perder, e os jogadores igualmente, mas precisamos aprender com essa derrota. Assim é o futebol.”
Por fim, o italiano reconheceu a boa atuação do adversário, que obteve uma vitória histórica sobre a seleção brasileira. “O Japão teve um excelente desempenho na segunda metade, pressionando bastante e dificultando a saída de bola. Eles aproveitaram as oportunidades que tiveram.”
A seleção ainda enfrentará Senegal, em Londres, e Tunísia, em Paris, neste ano. Além disso, está programada para realizar outros dois amistosos em março de 2026 contra seleções europeias antes de sua estreia na Copa do Mundo em junho.