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Torcida do Atlético Mineiro apoia a luta pela implementação do Tarifa Zero em Belo Horizonte

Nesta sexta-feira (3 de outubro), a torcida organizada Resistência Alvinegra, composta por fãs do Atlético Mineiro, se juntou à manifestação em frente à Câmara Municipal de Belo Horizonte para apoiar o projeto Tarifa Zero, que está em votação pelos vereadores da cidade. Essa proposta visa a gratuidade do transporte público em Belo Horizonte.

Fundada em 2019, a Resistência Alvinegra se caracteriza por sua atuação em prol de questões sociais e tem se fortalecido ao longo dos anos, buscando um futebol mais acessível e arquibancadas mais inclusivas. Em uma entrevista durante o ato, um dos integrantes do grupo, Felipe Salles, comentou sobre os motivos que levaram à mobilização.

“A nossa torcida existe desde 2019 e se preocupa com pautas sociais. Começamos a nos organizar durante a pandemia, em meio a manifestações que pediam a flexibilização das restrições. Embora não quiséssemos, sentimos a necessidade de ir às ruas para defender nossas crenças. Desde então, lutamos por segurança para a comunidade LGBT, por mulheres nas arquibancadas e contra a elitização e transformação do futebol, que têm tornado tudo muito caro”, declarou Salles.

Ele ressaltou que o elevado custo para assistir a um jogo tornou-se um obstáculo para muitos torcedores. “Atualmente, é difícil ir a um jogo sem gastar menos de R$ 100 com ingresso, transporte e alimentação. Isso acaba excluindo uma grande parte da torcida. Projetos como o Tarifa Zero podem facilitar o acesso de torcedores de baixa renda aos estádios”, afirmou.

Além da Resistência Alvinegra, outros grupos associados à torcida do Galo, como a Galantifa, também compareceram ao protesto. Faixas com a mensagem “A massa quer busão 0800” foram levantadas em apoio à aprovação da proposta.

O projeto de lei Tarifa Zero é de autoria da vereadora Iza Lourença (PSOL) e está sendo votado em primeiro turno nesta sexta-feira (3 de outubro). A proposta objetiva eliminar as tarifas de ônibus em Belo Horizonte, mas enfrenta resistência da prefeitura e de alguns vereadores, que questionam sua viabilidade financeira e legal. Apesar disso, o projeto recebe apoio da população e de diversos movimentos sociais.

De acordo com a justificativa da proposta, a gratuidade total poderia ser financiada por meio do Tesouro Municipal, reorganizando os subsídios que já existem no sistema de transporte coletivo. O texto é respaldado por estudos da UFMG.

Estudantes, blocos de Carnaval, artistas, deputados federais e estaduais também se fazem presentes dentro e fora do Plenário, demonstrando apoio à causa.

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