O setor ofensivo do Atlético voltou a decepcionar. Na terça-feira (30), durante o confronto contra o Juventude, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, o time teve uma série de chances de gol que não foram aproveitadas, resultando em um empate frustrante contra a equipe com a pior defesa da competição.
O Galo tentou 13 finalizações, com duas delas atingindo a trave, e apresentou um xG de 1.25, o que indicava que deveria ter saído com ao menos uma vitória por 1 a 0. Apesar de dominar a posse de bola em 70%, a ineficiência dos atacantes foi decisiva para a falta de gols. Rony e Biel, escolhidos por Sampaoli, não conseguiram converter suas oportunidades em gols.
Rony, em particular, foi alvo de críticas após o jogo. Ele perdeu cinco chances claras, incluindo duas bolas que foram parar na trave. Após a partida, reconheceu que “faltou mais capricho” nas finalizações e lamentou não marcar há 22 partidas.
O treinador Jorge Sampaoli abordou a ausência de gols em sua coletiva, ressaltando a necessidade de ‘contundência’ no ataque do Galo. Ele destacou que, apesar do domínio total da partida, a falta de finalizações precisas impediu a equipe de garantir a vitória. “Dominamos do princípio ao fim e foi o nosso melhor jogo aqui. Precisamos que os jogadores do último terço comecem a marcar, ou será complicado como foi hoje”, afirmou.
Esse foi o 7º jogo de Sampaoli em seu retorno ao Atlético, onde conquistou duas vitórias, três empates e duas derrotas, marcando apenas cinco gols e sofrendo seis. Por outro lado, a defesa, que era uma preocupação ao seu chegar, mostra sinais de melhora, já que o Galo não sofreu gols nos últimos três jogos, algo que não acontecia há quatro meses. “Melhoramos defensivamente, mas ainda precisamos de mais gols”, destacou Sampaoli.
Os atacantes do Atlético acumulam impressionantes 1.233 minutos sem marcar. O último gol foi de Hulk, em 14 de agosto, na partida contra o Godoy Cruz, quando Cuca ainda era o treinador. Desde então, o time disputou 12 jogos sem que os atacantes conseguissem balançar as redes. Ao todo, o Atlético finalizou 91 vezes, com apenas 23 acertos e apenas sete gols.
A ineficiência dos atacantes já custou pontos importantes, como no jogo contra o Santos, onde o Galo dominou, teve um jogador a mais e estava vencendo por 1 a 0, mas cedeu o empate nos minutos finais. A falta de precisão se repetiu na partida contra o Juventude, resultando em mais uma oportunidade perdida de vitória.
Agora, a expectativa é que o time encontre a solução para essa sequência de dificuldades no ataque.