Diante de uma temporada repleta de dificuldades, marcada pela eliminação para o Cruzeiro na Copa do Brasil e a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o Atlético conseguiu respirar um pouco, aliviando a pressão que vinha enfrentando. Na noite de quarta-feira (24), o Galo venceu o Bolívar por 1 a 0 na Arena MRV, no jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, avançando para a semifinal após um empate em 2 a 2 na partida de ida.
Com uma sequência de sete jogos sem vitória, sendo cinco derrotas e dois empates, a equipe sob o comando de Jorge Sampaoli entrou em campo com uma formação diferente, utilizando três zagueiros e uma linha de cinco no meio, além de dois atacantes. Contudo, o momento ruim parece ter imposto um peso extra sobre os atletas.
Apesar da necessidade de vencer para afastar a crise e garantir a classificação, o que se viu foi um time com pouca inspiração. A equipe trocava passes laterais e para trás, sem criatividade para desarticular a defesa boliviana. A primeira finalização do Atlético só ocorreu aos 46 minutos do primeiro tempo, quando Scarpa arriscou de longe, mas a bola desviou e saiu para escanteio.
Até então, o destaque da partida era Vitor Hugo, que, após marcar um gol no primeiro jogo, se mostrou sólido na defesa, neutralizando as investidas do Bolívar.
A conversa no vestiário teve um efeito positivo. No segundo tempo, o Atlético voltou com mais intensidade e determinação, criando duas chances claras nos primeiros minutos. O alívio veio de uma maneira inesperada: Bernard, que não conseguiu repetir suas boas atuações de 2013, marcou de cabeça nos acréscimos, após um cruzamento de Scarpa.
Com esse gol, o Atlético se mantém na disputa pelo título da Copa Sul-Americana. Embora a performance ainda não atenda às expectativas da torcida, a classificação representa um alívio em meio ao conturbado momento que vive o clube em 2025.
O início da partida viu o Atlético tentando pressionar o Bolívar, mas com pouco efeito. A equipe boliviana, quando tinha a posse, conseguia trocar passes com facilidade. Aos 10 minutos, Cataño quase abriu o placar com um chute de fora da área.
O Galo, por sua vez, não conseguia ser efetivo no ataque, desperdiçando oportunidades de contra-ataque e sem criar chances claras. A primeira finalização do Atlético só ocorreu no fim do primeiro tempo.
No início do segundo tempo, a equipe voltou mais agressiva, e logo aos oito minutos, Bernard, após receber a bola de Hulk, passou para Scarpa, que finalizou ao lado do gol. Dois minutos depois, Arana também teve uma boa oportunidade, mas seu chute saiu perto da trave.
Aos 35 minutos, Biel foi derrubado na área, e embora o árbitro tenha marcado pênalti, o VAR indicou que a falta foi fora da área. Scarpa cobrou, mas a bola passou por cima do gol. O Bolívar teve uma chance com Dorny Romero, mas Everson conseguiu evitar o gol.
Quando parecia que a partida iria para os pênaltis, Bernard apareceu para decidir. Nos acréscimos, ele recebeu um cruzamento de Scarpa e, com um cabeceio certeiro, garantiu a vitória por 1 a 0 e a classificação do Atlético.
Motivo: Jogo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana
Local: Arena MRV, Belo Horizonte (MG)
Data: quarta-feira, 24 de setembro de 2025
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Público: 34.102 torcedores
Renda: R$ 1.451.028,85
ATLÉTICO: Everson; Lyanco, Iván Román (Fausto Vera) e Vitor Hugo; Scarpa (Caio Paulista), Alan Franco, Alexsander (Bernard), Igor Gomes e Arana; Reinier (Rony) e Hulk (Biel). Técnico: Jorge Sampaoli
BOLÍVAR: Lampe; Jesús Sagredo, Torrén, Echeverría, José Sagredo; Ervin Vaca, Justiniano, Robson Matheus e Cataño (Dorny Romero); Batallini (Pato Rodríguez) e Cauteruccio. Técnico: Flavio Robatto.
Gol: Bernard (Atlético)
Cartões amarelos: Igor Gomes, Fausto Vera e Biel (Atlético); Cataño e Torrén (Bolívar)