Sérgio Coelho, presidente do Atlético, abordou a recente modificação na cláusula de anti-diluição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, aprovada nesta terça-feira (16/9). O dirigente atleticano expressou seu orgulho em relação à implementação dessa cláusula na criação do Galo como um clube-empresa.
Em entrevistas anteriores, Coelho frequentemente mencionou com satisfação que a associação Atlético manteria 25% das ações do clube-empresa, independentemente de quaisquer mudanças. No entanto, essa situação se alterou com a nova aprovação, que reduziu essa porcentagem para o padrão usual das SAFs, que é de 10%.
“Na fundação da SAF, estabelecemos que nossos 25% não seriam diluídos. Isso é um fato, e eu afirmei isso em várias entrevistas. Com o tempo, a SAF convocou seu Conselho e solicitou que o Conselho do Galo autorizasse a diluição até 10% caso houvesse um investidor. Vale ressaltar que essa diluição afetará todos os membros da SAF, não apenas o Galo”, esclareceu Coelho após a reunião que resultou na aprovação.
O presidente enfatizou que qualquer investimento impactará a porcentagem de todos os envolvidos na SAF. Ou seja, o novo investidor não adquirirá os 15% que a Associação está disposta a vender, mas sim uma fração de cada um dos acionistas.
Os fundos que forem captados após essa aprovação terão dois objetivos, conforme revelou Sérgio Coelho: “Os recursos recebidos pela SAF serão utilizados para quitar dívidas e investir na base. Embora haja uma perda percentual, o dinheiro será direcionado para saldar as dívidas.”
Entretanto, ainda não há um investidor confirmado, apesar de diálogos com algumas partes interessadas. Coelho descreveu o processo que o Galo está adotando para vender suas ações e expressou sua expectativa de que as negociações avancem rapidamente agora que a alteração na cláusula foi oficializada.
“A SAF contratou um sindicato, que inclui a participação do BTG, um banco de investimento, junto à Ernst Young, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo, além do BDT, uma companhia americana que busca investidores e oportunidades de negócio. Até onde sei, ainda não há um investidor, pois todos querem discutir após a aprovação dessa cláusula pelo Conselho. Agora, com essa mudança validada, esperamos que o processo avance com mais agilidade”, concluiu.