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Atlético e Santos: compreenda a situação de Brazão e o funcionamento do protocolo de concussão da CBF

Foto: Pedro Souza

Gabriel Brazão, goleiro formado no Cruzeiro e atualmente defendendo o Santos, enfrentou uma grave lesão durante a partida deste domingo (14), que terminou em empate de 1 a 1 contra o Atlético. Ele sofreu uma joelhada de Igor Gomes em uma dividida, desmaiou em campo e ficou com um grande hematoma na testa. Tentou continuar jogando, mas, devido a tonturas, foi levado em ambulância para atendimento médico.

O incidente ocorreu logo aos três minutos do segundo tempo, e Brazão foi prontamente assistido. As imagens da transmissão mostraram claramente o hematoma em sua cabeça após o choque. Apesar do susto inicial, ele permaneceu em campo até que, aos 19 minutos, desabou novamente, levando à chamada da ambulância.

Uma batida na cabeça pode resultar em concussão cerebral, que é um tipo de trauma cranioencefálico com sintomas como dor de cabeça, dificuldade de concentração, sensibilidade a ruídos, tonturas, insônia e alterações visuais. Esses sinais geralmente desaparecem em dias ou semanas.

Após um choque, é essencial avaliar a consciência da pessoa ferida, fazendo perguntas básicas como nome, idade, mês, ano e localização, além de verificar se consegue abrir e fechar os olhos e mover os braços e pernas com comandos simples. Outros sinais a serem observados incluem:
– Desorientação ou confusão mental
– Náuseas e vômitos
– Persistência de tontura
– Dor de cabeça intensa ou que aumenta com o tempo
– Perda de força ou formigamento
– Alterações visuais (visão turva, dupla, perda parcial do campo visual ou cegueira)
– Dificuldades na fala ou compreensão
– Crises convulsivas
– Falta de coordenação motora ou equilíbrio
– Saída contínua de líquido claro ou sanguinolento pelo nariz ou ouvido

Embora a maioria das pancadas não cause problemas graves, se não tratadas, podem levar a sequelas neurológicas permanentes ou até à morte cerebral. Nas redes sociais, Brazão tranquilizou os torcedores, afirmando que estava bem e que tudo não passou de um susto.

Após realizar uma tomografia, o goleiro não apresentou alterações e recebeu alta do hospital Mater Dei, retornando a Santos com a equipe.

A CBF está analisando o incidente envolvendo Brazão e já solicitou ao médico Maurício Zenaide, que estava presente na partida, uma avaliação sobre a adequação dos procedimentos adotados após o choque. A recomendação é clara: em caso de dúvida, o jogador deve ser retirado do campo.

“Cabe ao médico do clube decidir. Há uma orientação clara e um protocolo rigoroso para diagnosticar concussão. Se houver dúvidas, a retirada é a melhor opção. Agora, vamos analisar todo o atendimento, desde a primeira permanência até a saída em ambulância e o retorno ao jogo após cinco dias”, explicou Jorge Pagura, presidente da comissão médica da CBF, à FolhaPress.

Se a CBF concluir que houve falhas no atendimento ao jogador do Santos, poderá exigir que a equipe passe por uma requalificação sobre concussão. O pedido de relatórios para avaliação de atendimento é uma prática comum entre a comissão médica, visando verificar a conduta durante o exame de reconhecimento rápido da concussão e no questionário para avaliar a consciência do jogador.

De acordo com Rodrigo Zogaib, coordenador do núcleo de Saúde do Santos, Brazão estava consciente e orientado, respondendo corretamente às perguntas. Essa informação será apresentada à CBF.

A entidade acompanhará o caso e só chegará a uma conclusão sobre o atendimento após o retorno do goleiro ao jogo, pois também avaliará como será o processo para essa volta. De acordo com o protocolo de concussão, ele deve ficar afastado das atividades por cinco dias.

A CBF apresentou à FIFA um estudo sobre lesões no futebol para justificar a implementação do protocolo no Brasil. O levantamento, realizado ao longo de 2024, mapeou lesões nas séries A e B, assim como no futebol feminino, analisando cerca de três mil atletas em nove meses.

O estudo foi bem recebido. Após sua apresentação, a Comissão Médica da FIFA convidou a CBF a participar de um estudo global sobre lesões esportivas.

Desde julho de 2024, as equipes têm direito a uma substituição extra em casos de concussão, além das cinco já previstas nas regras. Essa troca é feita quando o médico identifica sintomas compatíveis com concussão, como tontura e confusão mental, mesmo na ausência de sangramento.

Para autorizar a substituição, o médico deve entregar um cartão vermelho ao árbitro. Nesse caso, a equipe adversária também terá direito a uma substituição adicional, totalizando seis. Após o jogo, o clube precisa notificar a CBF com um relatório informando sobre o diagnóstico, a evolução clínica e a previsão de retorno do atleta. Esse documento será analisado pela Comissão Médica da CBF, que verificará se todos os procedimentos foram seguidos corretamente.

*por FolhaPress

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade