Nesta quinta-feira (11/9), às 19h30, Cruzeiro e Atlético se enfrentam novamente no Mineirão, em uma partida que é decisiva para garantir uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. A Raposa chega com uma vantagem considerável, tendo vencido o primeiro jogo por 2 a 0 na Arena MRV, mas um clássico é sempre muito mais do que apenas números. Ele é repleto de memórias, ídolos e artilheiros que, ao longo das décadas, transformaram gols em verdadeiras lendas.
Entre os grandes nomes que ajudaram a construir a história desse confronto, destaca-se Guaracy Januzzi, conhecido como Guará, que permanece como o maior artilheiro do clássico, com 26 gols marcados nas décadas de 1930 e 1940. Logo a seguir está Niginho, do Cruzeiro, que anotou 25 gols no mesmo período, ainda vestindo a camisa do Palestra Itália. Avançando para a década de 1990, Marcelo Ramos se destacou como um dos carrascos do rival, deixando sua marca em dez ocasiões.
Atualmente, a tradição se mantém viva. No lado do Atlético, Hulk é o atleta em atividade que mais balançou as redes no clássico, com nove gols até o momento. Do lado cruzeirense, Kaio Jorge e Fabrício Bruno também marcaram contra o Galo, cada um contribuindo com um gol na vitória por 2 a 0 no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Um novo capítulo dessa rivalidade será escrito nesta quinta-feira, prometendo mais histórias inesquecíveis no Mineirão.
Apesar da importância de suas atuações, os jogadores atuais ainda estão longe de se aproximar dos maiores artilheiros do clássico. Embora Hulk seja o principal goleador do Atlético hoje, ele não figura entre os “top 10” do confronto. Já Fabrício Bruno e Kaio Jorge, do Cruzeiro, têm um longo caminho pela frente para alcançar os números dos grandes ídolos do passado.
Essa disparidade nos números ressalta o impacto e a relevância dos antigos artilheiros, mostrando como os feitos de Guará, Niginho e outros continuam a ser reverenciados, mesmo após tantas décadas.
Guará (Atlético) – 26 gols
Niginho (Cruzeiro) – 25 gols
Alcides Lemos (Cruzeiro) – 22 gols
Orlando Fantoni (Cruzeiro) – 18 gols
Reinaldo e Ubaldo (Atlético) – 16 gols
Lucas Miranda (Atlético) e Abelardo (Cruzeiro) – 15 gols
Bengala (Cruzeiro) – 12 gols
Dirceu Lopes (Cruzeiro) – 11 gols
*sob supervisão de Gláucio Castro.