Marcelo Kiremitdjian, conhecido como Marcelo Djian, nasceu em São Paulo no dia 6 de novembro de 1966. Formado nas categorias de base do Corinthians, ele se tornou um ícone no Cruzeiro, sendo reconhecido por sua determinação, posicionamento eficaz e habilidade para sair jogando. Sua estreia no time principal ocorreu durante o Campeonato Brasileiro de 1987, sob a direção do técnico Chico Formiga. Neste artigo, vamos explorar o que Marcelo Djian tem feito atualmente.
Desde cedo, ele fez parte de uma geração promissora que incluía jogadores como Ronaldo (goleiro) e Márcio (volante). Em pouco tempo, Djian se firmou como titular na zaga e foi crucial para que o Corinthians conquistasse o título paulista em 1988 e, dois anos depois, o Campeonato Brasileiro de 1990. Ele foi responsável pela jogada que resultou no gol de Viola na final do Campeonato Paulista de 1988, um dos momentos mais icônicos daquela temporada.
Segundo o Almanaque do Corinthians, escrito por Celso Dario Unzelte, Djian disputou 342 partidas pelo clube, acumulando 152 vitórias, 121 empates, 69 derrotas e quatro gols. Sua consistência e liderança em campo o tornaram uma figura respeitada entre os torcedores do Timão durante sua passagem.
Em 1993, no auge de sua carreira no Corinthians, Marcelo recebeu uma proposta irresistível do Lyon, da França, tornando-se o primeiro brasileiro a atuar pelo clube francês e abrindo portas para outros jogadores do Brasil. Ele jogou no Lyon até 1997, totalizando mais de 100 partidas e sendo reconhecido por sua solidez defensiva e espírito competitivo. Durante sua estadia, conquistou a Copa Intertoto da UEFA em 1997 e foi vice-campeão da Copa da Liga Francesa em 1995–96.
Após retornar ao Brasil, inicialmente se juntou ao Goiás, mas logo foi contratado pelo Cruzeiro a pedido do técnico Nelsinho Baptista. Na equipe mineira, formou parcerias eficazes na defesa com Wilson Gottardo e João Carlos. Com a camisa celeste, foi campeão estadual em 1998, ficou em segundo lugar no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil no mesmo ano, além de conquistar a Copa do Brasil em 2000.
Em 2001, transferiu-se para o Atlético Mineiro, onde atuou até 2003, encerrando sua carreira profissional aos 37 anos.
Após se afastar dos gramados, Marcelo Djian permaneceu conectado ao mundo do futebol. Ele se tornou empresário, representando jogadores e aplicando a vasta experiência adquirida durante sua carreira e no mercado internacional.
Além disso, mantém uma relação próxima com o Lyon, clube que defendeu por quatro temporadas, atuando como intermediário para observar e indicar talentos brasileiros ao futebol europeu. Essa conexão com o clube francês se tornou uma característica marcante de sua vida após o futebol, solidificando laços que começaram nos anos 1990.
Com um perfil discreto fora dos campos, Marcelo Djian é lembrado com carinho por torcedores do Corinthians, Cruzeiro e Lyon, que reconhecem sua trajetória de sucesso e a dedicação com que sempre representou as camisas que vestiu.
Estatísticas de carreira:
1987–1993 – Corinthians – 342 jogos, 4 gols
1993–1997 – Lyon (França) – 114 jogos, 1 gol
1997–2001 – Cruzeiro – 65 jogos, 1 gol
2001–2003 – Atlético Mineiro – 30 jogos, 1 gol