“O time teve um primeiro tempo decepcionante, mas se recuperou na segunda metade.” Essa afirmação se aplica a pelo menos uma dezena de partidas do Atlético na temporada de 2025. E foi exatamente isso que aconteceu novamente nesta quinta-feira, quando o time virou o jogo e derrotou o Godoy Cruz por 2 a 1, na Arena MRV.
A primeira parte do confronto foi extremamente insatisfatória. Com um desempenho fisicamente superior, a equipe argentina conseguiu neutralizar o Galo sem grandes dificuldades e aproveitou uma de suas oportunidades para abrir o placar – Andino, muito habilidoso, balançou as redes.
Nossa defesa falhou em transmitir segurança, o meio-campo não produziu e os atacantes estavam ineficazes. O time parecia burocrático e previsível. Em contrapartida, o adversário, apesar de menos talentoso, mostrou-se muito mais intenso. A vitória dos argentinos na primeira etapa foi merecida.
No segundo tempo, mesmo não tendo gostado da saída de Gustavo Scapa (que, em minha opinião, foi o melhor do Galo na etapa inicial), é inegável que o time apresentou uma melhora. Alexsander trouxe uma nova dinâmica ao meio-campo e, como eu já mencionei, será um pilar fundamental da equipe em breve. Com as mudanças propostas por Cuca na segunda metade do jogo, o Atlético encontrou suas jogadas e conseguiu os gols da virada.
Cuello, atuando como lateral-direito, teve um desempenho superior ao de Natanael, o titular. O argentino mereceu marcar o gol de empate, que coroou mais uma exibição repleta de dedicação e empenho, mesmo quando a qualidade com a bola nos pés deixou a desejar. A entrada de Reinier, que se juntou a Hulk, potencializou o camisa 7, que recebeu uma bela assistência do capitão e voltou a balançar as redes. Acredito muito nessa parceria e espero que tenha sido apenas o primeiro de muitos gols construídos entre eles.
Após o jogo, Cuca reconheceu em coletiva que ainda não encontrou a formação ideal. É evidente. O Galo tem enfrentado dificuldades para se impor desde o apito inicial. O time parece estar trocando os pneus com o carro em movimento. É hora do treinador encontrar soluções antes do início da partida, e não apenas durante o jogo. Nem sempre há tempo para corrigir os erros em 90 minutos.
Três zagueiros? Gabriel Menino ou Cuello como ala pela direita? Scarpa jogando aberto e Reinier mantendo sequência ao lado de Hulk? Estas são algumas das opções, e o treinador possui muito mais alternativas do que qualquer outra pessoa para decidir os caminhos a seguir. O fato é que mudanças são necessárias. Errar é humano, mas insistir no erro quando há alternativas é imprudente.
Vamos, Galo! O desempenho foi abaixo do esperado, o árbitro foi péssimo e passamos por um susto desnecessário, mas conseguimos a vitória. Na próxima quinta-feira, na Argentina, vamos confirmar nossa classificação para as quartas de final.
Saudações.