Em março de 2023, a SAF do Cruzeiro, sob a liderança de Ronaldo, tomou uma decisão que provocou descontentamento entre os torcedores. Ao invés de anunciar a contratação de um jogador ou técnico, a polêmica surgiu com a alteração na identidade visual do mascote Raposão. Para celebrar os 20 anos do mascote, o clube decidiu dar uma ‘nova identidade’ aos personagens, mas as imagens divulgadas não foram bem recebidas pela torcida.
A insatisfação foi tamanha que torcedores se reuniram em frente à Toca da Raposa 2 para expressar seu descontentamento em relação à possível modificação dos mascotes. Na tarde da quinta-feira (23), os torcedores do Cruzeiro demonstraram sua indignação com a mudança da imagem do Raposão.
Na manhã da sexta-feira (8 de agosto), Gabriel Lima, que era o CEO da SAF do Cruzeiro na época, relembrou essa situação durante sua participação na CONAFUT Summit 2025, realizada no Mineirão. Ele, que atualmente faz parte da Liga Forte União, comentou sobre a decisão de reformular o mascote e a resposta da torcida.
“Era um grupo de pessoas de fora, que não compreendia os meandros do clube. Estávamos tomando decisões que, em alguns casos, resultavam em problemas, e precisávamos recuar. Acreditávamos que uma reestruturação do Raposão era necessária, pois, em tom de brincadeira, ele parecia mais um cachorro. Todo o esforço foi feito, mas o resultado não agradou os torcedores. Após o protesto, eu tentei explicar para minha esposa, que não é do meio futebolístico, que 50 homens tatuados e de grande porte foram até o CT reclamar”, comentou Gabriel de forma descontraída.
O ex-CEO, que atuou durante a gestão de Ronaldo na SAF, destacou que a experiência foi positiva, não apenas para reverter a mudança do Raposão — que foi decidido através de uma votação entre os torcedores — mas também para abrir mais espaço para a participação dos cruzeirenses nas decisões do clube.
“Ficou incrível. Com certeza, a nova versão é melhor do que a proposta inicialmente por nós e muito superior ao cachorro. O erro foi resultado da nossa falta de compreensão sobre a importância desse símbolo para o clube, mas o essencial é saber corrigir o curso. Isso levou à formação de um comitê junto com os torcedores, que se mostrou vital não só para essa questão, mas para outras também. Quando reformulamos o programa de sócio torcedor, o comitê foi muito ativo em destacar o que funcionava e o que não funcionava. Foi uma experiência muito gratificante”, finalizou.