O Fluminense encerrou sua participação no Mundial de Clubes com uma campanha memorável, atingindo as semifinais contra o Chelsea, e conquistou uma premiação total de R$ 331,12 milhões (de acordo com a cotação atual). No entanto, devido às legislações fiscais dos Estados Unidos, até 35% desse montante poderá ser retido pelos americanos, levando o clube a buscar formas de reduzir esse percentual.
Uma parte da quantia, totalizando R$ 104,56 milhões, correspondente à participação do time no torneio e ao desempenho na fase de grupos, já foi recebida. Os R$ 226,56 milhões restantes, ganhos nas fases eliminatórias, ainda estão pendentes de pagamento. O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, afirmou que está empenhado em minimizar o valor tributado.
— Estão mencionando entre 35% e 40% de impostos. Estamos lutando para diminuir esse valor, mas preferimos não focar nisso neste momento. Os custos de fretamento, hospedagem e outras despesas já são descontados dos valores que recebemos. Temos consciência de que esses custos, impostos e a premiação dos jogadores fazem parte do processo, e aceitaremos isso com satisfação. Mesmo assim, ainda teremos um montante considerável. É uma premiação excelente e condizente com a competição. A FIFA não teria feito diferente — comentou Mário em entrevista à “TV Globo”, após a partida contra o Chelsea.
O Fluminense optou pelo regime de tributação ECI (Effectively Connected Income) para suas operações nos Estados Unidos, conforme informado pelo portal “ge”. Essa escolha permite que o clube seja tratado fiscalmente como uma entidade americana.
Nesse modelo, não ocorre retenção de imposto na fonte; a cobrança é feita sobre o lucro operacional no país, com uma alíquota de 21% aplicada ao valor líquido, ou seja, após a dedução de despesas como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, salários e outros custos operacionais.
Além do imposto federal, existem taxas estaduais e uma incidência de 30% sobre o valor restante, que se refere à distribuição de dividendos. O impacto total da tributação ainda está em avaliação, pois depende da soma de todos os percentuais e deduções envolvidas na operação.
Adicionalmente, o clube está consultando um escritório de advocacia nos EUA para lidar com essa questão. A expectativa é que o pagamento da segunda parte ocorra entre 30 de setembro e 8 de outubro, momento em que o Fluminense já estará de volta ao Brasil. Assim, o clube acredita que os impostos americanos podem ser aplicados apenas sobre a primeira parte, referente à fase de grupos, quando a equipe estava em território estrangeiro.