O Instituto Galo, a vertente social do Atlético, celebrou no último domingo (8) quatro anos de existência e um impacto positivo na vida de mais de 600 mil pessoas. Entre essas histórias, destaca-se a de Valentina Andrade, uma menina de nove anos que encontrou na música um porto seguro através de um projeto do instituto que a acolhe e inspira esperança.
Valentina vive com a doença falciforme, uma condição genética que altera a forma e o funcionamento das hemácias (glóbulos vermelhos do sangue). Ela enfrenta crises frequentes, internações e a necessidade de um cuidado diário rigoroso. “Minha saúde está boa, mas preciso tomar remédios todos os dias. Além disso, tenho que me manter hidratada e lembrar de tudo sozinha. Se eu não fizer isso, as crises alérgicas surgem, e a dor é insuportável. Às vezes, preciso ser internada e até tomar morfina”, relatou Valentina.
A mãe de Valentina, Bianca Andrade, explicou que as situações se agravam no frio, pois as veias se contraem, dificultando a circulação: “Isso provoca dores intensas, especialmente nas articulações. Já houve momentos em que a hemoglobina dela caiu para 4,5, e mesmo assim ela estava sorrindo e brincando comigo. Ela é minha salvação”, disse emocionada.
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Por meio do Instituto Galo, Valentina teve a oportunidade de participar de um projeto musical, onde se apaixonou por instrumentos como violoncelo, piano e violino. Para ela, a música se tornou uma maneira de amenizar a dor tanto física quanto emocional. “As músicas me trazem alegria e me ajudam a esquecer a dor. Elas me fazem feliz e relaxada. Aprendi a ouvir músicas que gosto, especialmente as calmas, que me fazem bem”, compartilhou Valentina.
A conexão da jovem com a música começou antes mesmo de seu nascimento. A mãe tocava flauta e violão enquanto ela ainda estava na barriga. Assim que nasceu, Valentina ouvia sua mãe tocar para dormir, o que despertou seu interesse musical: “Quando vi minha mãe tocando, quis aprender também. Fiquei encantada ao chegar ao Instituto Galo e ver os instrumentos!”, contou a menina.
Um dos momentos mais emocionantes de sua jornada foi quando Valentina tocou “Brilha Estrelinha” pela primeira vez, uma canção que sua mãe tocava para ela adormecer na infância. “Chorei. É uma emoção que não consigo descrever”, comentou Bianca. Valentina sonha em, um dia, ter uma loja de instrumentos e realizar seus sonhos ao lado da mãe.
“Ela representa a resiliência para mim. Ao ver tudo o que passou e ainda assim continuar sorrindo, aprendendo e sonhando… eu me espelho nela. Desejo ser um terço do que ela é”, declarou Bianca com orgulho.
O Projeto Musical do Instituto Galo, no qual Valentina participa, é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura e oferece aulas de musicalização para 120 crianças e adolescentes da comunidade próxima à Arena MRV.