Após a queda na Libertadores, o treinador do Bahia, Rogério Ceni, analisou a derrota para o Internacional como um reflexo da falta de maturidade do seu elenco. Na última quarta-feira (28/5), o time gaúcho venceu o Tricolor por 2 a 1, de virada, o que resultou na eliminação do Bahia da competição continental. O duelo ocorreu na sexta e última rodada do torneio.
“Realizamos a parte mais complicada do jogo. Tivemos um bom desempenho no primeiro tempo, mas concedemos um gol. Isso demonstra a falta de maturidade. Não podemos fazer a parte mais difícil, começar na frente em um jogo equilibrado, e não conseguir manter a vantagem. O psicológico impacta muito nessa situação”, comentou Ceni.
O Bahia precisava vencer no Beira-Rio, mas o resultado manteve a equipe na terceira posição que ocupava antes da última rodada. O Internacional, por sua vez, além de garantir uma vaga nas oitavas de final, assumiu a liderança do Grupo F.
O treinador também descreveu a partida como “frustrante”. “Apesar da dificuldade do grupo, e de não termos jogado a Libertadores nos últimos anos, conseguimos construir uma boa campanha e controlar o jogo. Tivemos problemas para transformar as oportunidades em gols. Eu gostaria de ter visto o Bahia nas oitavas de final. Agora, precisamos focar no Campeonato Brasileiro”, acrescentou Ceni.
“Hoje, é difícil até explicar o que aconteceu, pois tudo foi muito rápido. Vamos continuar trabalhando e investindo nas nossas ideias de jogo. Nosso principal objetivo é recolocar o Bahia na Libertadores, algo que muitos torcedores ainda não tiveram a chance de vivenciar”, completou.
O Tricolor agora se prepara para os playoffs da Sul-Americana, buscando manter sua trajetória em competições internacionais. Rogério Ceni rejeitou qualquer noção de favoritismo, ressaltando que o desafio da Sul-Americana é tão complexo quanto o da Libertadores. “A Sul-Americana, neste contexto de terceiro lugar, é bastante desafiadora. Não será muito diferente da Libertadores. Temos equipes fortes como Vasco, Atlético-MG, Vitória, Fluminense e Grêmio. É uma extensão do Campeonato Brasileiro”, avaliou o treinador.