Nesta quinta-feira, o Atlético se prepara para enfrentar o Cienciano, precisando de uma vitória, independentemente do placar, para garantir sua vaga nas oitavas de final da Sul-Americana. Se conseguir o resultado positivo, o Galo cumprirá sua obrigação de vencer adversários que têm se mostrado bem inferiores na fase inicial do torneio. Na próxima segunda-feira, saberá quem será seu oponente no primeiro mata-mata.
Nas oitavas, o rival será um dos clubes que se classificaram através de um playoff, sendo um time que ficou em segundo lugar na Sul-Americana ou um que terminou em terceiro no seu grupo na Libertadores. O Atlético, em qualquer cenário, jogará a partida de volta em casa, mas isso depende de uma vitória contra os peruanos e de garantir a liderança no Grupo H.
Analisando a Sul-Americana, a situação começa a se delinear a nosso favor. É notório que existe uma discrepância de investimento entre os times brasileiros e a maioria dos sul-americanos; inclusive, três clubes brasileiros (Corinthians, Cruzeiro e Vitória) já foram eliminados na fase de grupos do torneio.
O Vasco, sob o comando de Fernando Diniz, é uma incógnita e avançou em segundo lugar, participando do playoff. Fluminense e Grêmio, assim como o Atlético, já têm, no mínimo, a vaga nos playoffs, mas jogam nesta quinta-feira pela liderança de seus grupos.
Na Libertadores, os rivais brasileiros que demonstram mais força que o Atlético conseguiram se classificar (Botafogo, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Inter…). O Bahia também está na Sul-Americana, mas acredito que um eventual confronto entre eles e nós será equilibrado.
Escrevo tudo isso para ressaltar que a Sul-Americana, cada vez mais, se assemelha à nossa Copa do Mundo. É desolador perceber, já em maio, que não temos um time competitivo o suficiente para brigar nas principais competições do nosso calendário. E, honestamente, essa é a realidade: não temos.
É possível que avancemos na Copa do Brasil, mas isso seria uma grata surpresa. No Campeonato Brasileiro, prevejo uma classificação final mediana, que é exatamente onde nos encontramos atualmente. Além disso, com a diretoria sempre enfatizando os “problemas financeiros”, já ficou claro para todos que nosso elenco não mudará de patamar na janela que se abrirá em breve.
Portanto, a Sul-Americana se torna uma forte candidata a ser a salvação do nosso ano. Vamos torcer para que isso aconteça, mas é fundamental que pressionemos para que o Atlético retome, o quanto antes, a posição de destaque no Brasil e no continente, o que atualmente não está acontecendo.
Saudações.
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