Nesta sexta-feira, 23 de maio, o mundo se despediu de Sebastião Salgado, um fotógrafo de renome mundial, famoso por captar imagens de situações extremas em diversas partes do globo. Aos 81 anos, Salgado enfrentava complicações devido à Malária contraída em 1990, durante uma expedição à Indonésia. Ele arriscou sua vida em nome da arte, e em uma dessas ocasiões, recebeu ajuda inesperada do icônico ex-jogador Pelé.
Residente em Paris, na França, Salgado teve sua trajetória marcada por momentos de grande tensão. Em 1994, ele viajou para Ruanda com a missão de documentar o genocídio que vitimou cerca de 800 mil pessoas, entre tutsis e hutus. Durante uma travessia de barco originária da Tanzânia, ele e seu intérprete foram interceptados por um grupo de extremistas hutus.
Confundindo Sebastião com um francês — em um período em que a França apoiava os hutus —, os extremistas os ameaçaram com facões. Diante do perigo, o fotógrafo pediu ao intérprete que informasse seus captores que eram compatriotas de Pelé. O reconhecimento do nome do lendário jogador de futebol fez com que o grupo os deixasse em liberdade.
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