O Conselho do Corinthians se reunirá na próxima segunda-feira (26), no Parque São Jorge, para dar continuidade à votação do impeachment do presidente Augusto Melo. A análise se concentra em alegações de irregularidades na gestão do dirigente em relação ao contrato estabelecido entre o clube e a casa de apostas “Vai de Bet”. Este será o terceiro exame do pedido no Conselho Deliberativo do Corinthians. Na primeira tentativa, em dezembro de 2024, a defesa de Augusto Melo obteve uma liminar que suspendeu a sessão. Em janeiro, na segunda reunião, o presidente tentou novamente usar essa estratégia, mas não teve sucesso.
Ricardo Cury, advogado de Augusto Melo, informou que existem ações judiciais em andamento em nome do presidente, tanto no Tribunal de Justiça quanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a defesa optou por não judicializar o processo de impeachment. “Em relação à reunião de janeiro, que foi suspensa, existem processos em andamento no Tribunal de Justiça e no STJ relacionados a isso. Para a próxima segunda, não temos a intenção de entrar com qualquer ação em nome do Augusto; isso já é uma antecipação. Contudo, precisamos observar como se desenrolará a reunião. A defesa levantará uma série de questionamentos no início, durante o tempo destinado à defesa. Não aceitaremos abusos de poder”, declarou o advogado em coletiva de imprensa na Neo Química Arena nesta sexta-feira (23).
Ricardo Cury também mencionou o desejo de dialogar com Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho do Corinthians, para solicitar o adiamento da votação. A defesa sugeriu que o encontro fosse remarcado para o próximo mês, quando o calendário do futebol nacional estará suspenso devido à disputa do Super Mundial de Clubes da FIFA nos EUA. “Não posso afirmar qualquer tipo de conluio com pessoas do Corinthians. Nos propusemos a ter uma conversa amigável com o presidente Tuma para que essa reunião pudesse ser agendada durante a pausa do Mundial. Na segunda-feira, temos a reunião de impeachment, e na terça, um jogo importante. Quando tentamos apresentar essa ponderação, o relatório final é divulgado. Seria apenas um diálogo normal”, explicou o advogado de Augusto Melo.
Augusto Melo descarta a possibilidade de renúncia, e a defesa sugere que existe motivação política por trás do indiciamento. Enquanto isso, a torcida organizada do Corinthians pede a saída de Augusto Melo.