O Cuiabá protocolou uma queixa formal junto ao Banco Central do Brasil contra Rubens Menin, principal acionista da SAF do Atlético-MG e responsável pela Galo Holding, que gerencia o futebol do clube mineiro. A ação do time mato-grossense se fundamenta em débitos em aberto com outras equipes, incluindo valores relacionados à contratação do atacante Deyverson.
Na comunicação enviada à autoridade reguladora, o Cuiabá pede que o Banco Central investigue a saúde financeira de Menin, que também possui uma instituição financeira. O objetivo é avaliar se as dívidas acumuladas pelo Atlético-MG e suas subsidiárias podem afetar a conformidade necessária para os controladores de bancos no Brasil.
O pedido do Cuiabá menciona normas do Conselho Monetário Nacional que exigem uma análise da capacidade financeira e da reputação dos controladores para a autorização de funcionamento de instituições financeiras. O clube acredita que o passivo da Galo Holding pode prejudicar a governança, a liquidez e a integridade da instituição financeira que Menin dirige.
Nesse sentido, o Cuiabá solicita ao Banco Central três ações principais:
1. A verificação da situação econômico-financeira de Rubens Menin;
2. Uma análise do impacto das dívidas do Atlético-MG na estrutura do banco que ele controla;
3. A possível abertura de procedimentos administrativos, com sanções, caso sejam constatadas violações às normas em vigor.
A informação foi divulgada pelo jornalista Venê Casagrande, que teve acesso ao documento enviado pelo Departamento Jurídico do Cuiabá ao Banco Central. Ele destacou que, segundo a legislação brasileira, um proprietário de banco não pode ter nenhuma dívida, pois isso é considerado DEFAULT.
Até o momento, Rubens Menin e o Atlético-MG não se pronunciaram oficialmente sobre a situação.