Esta semana, a FIFA realizou seu 75º congresso na história, realizado no Paraguai. Durante o evento, Gianni Infantino abordou as mudanças significativas no formato do Mundial de Clubes, que, segundo ele, representa uma verdadeira revolução para o futebol em todas as suas dimensões.
A competição terá início em 14 de junho e, a menos de um mês de sua abertura, a FIFA reuniu representantes de todas as confederações do mundo para discutir o torneio. Infantino afirmou que o Mundial de Clubes terá uma representação de países superior à da Copa do Mundo tradicional.
— Nesta primeira edição do Mundial de Clubes, teremos mais nações representadas do que nos 100 anos de história da Copa do Mundo de seleções, pois os clubes se tornaram multinacionais. Eles contam com jogadores talentosos de diversas partes do globo. Serão 90 de vocês diretamente envolvidos — comentou Infantino aos presentes.
Ele também fez referência ao Paraguai, sede do congresso, mencionando que, embora nenhum clube paraguaio tenha se classificado, muitos atletas do país estarão competindo por equipes de outras nações. Em abril, Infantino já havia comentado que 86 países seriam representados por jogadores dos 32 clubes participantes do torneio.
Além disso, o presidente da FIFA, que tem estado frequentemente nos Estados Unidos, fez uma observação que poderia ser vista como uma referência indireta a Donald Trump. Infantino mencionou que o evento será acolhedor para todos, especialmente torcedores, ressaltando que essa abertura parte do governo americano.
Cada equipe confirmada para o torneio receberá US$ 15,21 milhões (cerca de R$ 86 milhões) apenas pela participação, enquanto o campeão poderá conquistar até US$ 125 milhões (aproximadamente R$ 713 milhões), de acordo com as estimativas da entidade.
Clubes como Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras têm a chance de estabelecer novos recordes de arrecadação caso vençam a competição, que ocorrerá entre 14 de junho e 13 de julho.