A chegada de Leonardo Jardim ao Cruzeiro, em fevereiro de 2025, trouxe transformações não apenas na escalação do time, mas também na filosofia e na estrutura hierárquica do clube. O papel do treinador português, de 50 anos, na Toca da Raposa vai muito além de simplesmente comandar os jogadores durante os jogos.
Ao firmar seu contrato, Jardim deixou claro à gestão da SAF, liderada por Pedro Lourenço, que desejava ter controle sobre aspectos internos e externos relacionados ao time profissional. “Quando cheguei, fui transparente sobre meu papel: não queria ser apenas um treinador encarregado de escalar jogadores”, afirmou.
“Desempenho uma função crucial na organização dos treinos, no planejamento, em termos de condicionamento físico e, como já discutimos, na parte psicológica. Além disso, participo ativamente da busca por jogadores que se encaixem em nosso modelo de jogo, considerando não apenas a estratégia, mas também o comportamento esperado”, detalhou.
Dessa forma, o técnico supervisiona todo o departamento de futebol do Cruzeiro, envolvendo-se intensamente em decisões sobre contratações, dispensas e a promoção de jovens talentos. A próxima janela de transferências, que se abre em 2 de junho, promete refletir a visão de Jardim.
“A única contratação realizada até agora, a do Wanderson, foi aprovada por mim e pela equipe técnica. Acredito que o futuro deve seguir esse caminho, não apenas no Cruzeiro, mas em todos os clubes. O treinador deve ter um papel significativo na organização da equipe e nas necessidades relacionadas aos jogadores para o futuro”, finalizou.
O trabalho de Jardim, que conta com o total apoio de Pedro Lourenço, dono da SAF, e de seu filho, Pedro Junio (vice-presidente), fez com que a figura do CEO do clube, Alexandre Mattos, perdesse espaço. Ele tem se tornado cada vez menos presente, inclusive em viagens.