Um episódio de machismo por parte da arbitragem foi trazido à tona por jogadoras após o confronto entre Red Bull Bragantino e São Paulo, válido pela 2ª rodada do Campeonato Paulista, realizado na última quinta-feira (15/5). Segundo as jogadoras Stella Terra, do Bragantino, e Aline Milene, do São Paulo, o árbitro Juliano José Alves Rodrigues teria proferido comentários de teor machista direcionados às atletas de ambas as equipes.
Durante a segunda metade da partida, com 20 minutos jogados, Stella tentou relatar a situação antes da cobrança de uma falta, mas a ação não teve repercussão. Após o apito final, a jogadora do Bragantino compartilhou o que o árbitro havia dito: “Eu fui uma das que passou por isso. Ele se aproximou e declarou: ‘Na hora certa, vou te pegar’. Convidei a Aline [Milene] para testemunhar, pois ela também ouviu. Não é uma questão de estar perdendo. Todos ouviram as falas preconceituosas e machistas, tanto contra o Red Bull Bragantino quanto contra jogadoras do São Paulo. Fiz o sinal de alerta. A Federação havia estabelecido um protocolo para relatar qualquer forma de preconceito, mas nada foi feito”, denunciou.
Aline corroborou a versão da colega, enfatizando que tentou interromper o jogo após o incidente. “Quando a Stella fez o gesto, pedi para parar [a partida]. Não podemos aceitar que isso ocorra. A Federação realiza um trabalho significativo para que situações como essa não aconteçam. O ambiente deve ser respeitoso”, afirmou.
Ambos os clubes, São Paulo e Red Bull Bragantino, expressaram seu repúdio ao ocorrido em comunicados em suas redes sociais, manifestando apoio às jogadoras e pedindo uma investigação por parte da Federação Paulista de Futebol (FPF).
Em sua nota, a Federação Paulista assegurou que tomará as devidas providências e que não aceita qualquer forma de preconceito. Confira a declaração completa da entidade: “A Federação Paulista de Futebol recebeu com seriedade os relatos das atletas Stella, do Red Bull Bragantino, e Aline Milene, do São Paulo, após a partida realizada nesta quinta-feira (15), pelo Paulistão Feminino Sicredi. A FPF não tolera, sob nenhuma circunstância, comportamentos preconceituosos, discriminatórios ou desrespeitosos, tanto dentro quanto fora de campo. Qualquer manifestação contrária aos princípios de igualdade, respeito e integridade será investigada com rigor. Valorizamos as manifestações das atletas e já iniciamos uma apuração minuciosa dos fatos. O futebol paulista deve ser um espaço seguro, inclusivo e respeitoso para todos os envolvidos.”
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