Na próxima segunda-feira (19), o Tribunal de Madrid dará início ao julgamento de quatro indivíduos acusados de pendurar um boneco com a camisa de Vini Jr. pelo pescoço em um viaduto próximo à cidade esportiva de Valdebebas. Este ato ocorreu às vésperas de um clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid, onde o jogador brasileiro foi alvo de ameaças. O Ministério Público da Espanha requisitou uma pena de quatro anos de reclusão para os réus.
Lesionado e na fase final da temporada com o Real Madrid, que já não tem mais chances de conquistar o título de La Liga, Vini Jr. deve comparecer ao tribunal como testemunha. Além do boneco, os acusados também expuseram uma faixa com a mensagem “Madrid odeia o Real Madrid”. O incidente, que ocorreu em 26 de janeiro, véspera do clássico, teve como alvo Vini Jr., um dos principais alvos da torcida do Atlético. O MP conseguiu identificar torcedores do Atleti nas proximidades da ponte onde o boneco foi colocado, o que levou à abertura da investigação que se espera ser finalizada na segunda-feira. Os réus enfrentam acusações de “crime contra os direitos fundamentais e as liberdades públicas, configurando uma ofensa à dignidade”.
Recentemente, Vini Jr. tem contribuído para mudanças significativas na justiça espanhola. Na última quinta-feira (15), o MP condenou cinco torcedores do Valladolid a um ano de prisão pelos insultos racistas dirigidos ao jogador em dezembro de 2022, marcando a segunda condenação no país relacionada a casos de racismo no futebol. Anteriormente, torcedores do Valencia também foram detidos em 2024 por incidentes semelhantes envolvendo Vini.
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