A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, foi indagada sobre a controvérsia em torno da saída de Dudu do Cruzeiro e seu novo acordo com o Atlético. Contudo, ela preferiu ressaltar a ação judicial que move contra o jogador, acusando-o de machismo. Durante a cerimônia de apresentação do troféu do Mundial de Clubes pelo Palmeiras, Leila se esquivou de comentar as recentes ações de Dudu.
“Não costumo me pronunciar sobre atletas que não fazem parte do Palmeiras. A situação referente a esse jogador (Dudu) está com meus advogados. Todos sabem que ingressei com uma ação devido às ofensas que ele me dirigiu. Não falarei sobre ele”, declarou.
Sobre a ação mencionada, Leila decidiu processar o atleta após sua saída tumultuada do Palmeiras, quando ele publicou uma imagem que a ofendia, utilizando a abreviação “VTNC”, que é uma gíria vulgar. A defesa do jogador tentou reinterpretar a abreviação, alegando que significava “Vim Trabalhar no Cruzeiro”.
Referente à sua ação contra Dudu, Leila enfatizou que o comportamento dele se deve ao fato de ela ser mulher. Para ela, o jogador não teria agido da mesma maneira se estivesse lidando com um homem.
“Espero que a Justiça atenda com atenção a essa questão que enfrentei, e que nós, mulheres, lidamos diariamente, com ofensas e humilhações. Não tenho dúvida de que tudo que esse atleta fez se deve ao fato de eu ser mulher. Ele não se dirigiu assim a presidentes homens, apenas a mim”, afirmou Leila.
A presidente, que recebe diariamente mensagens encorajadoras de mulheres que a veem como uma fonte de inspiração, deixou um recado: “Que isso sirva de resposta e exemplo para outras mulheres, para que nunca se calem. Quando forem ofendidas ou menosprezadas, precisamos reagir. Os homens não podem continuar desvalorizando nosso trabalho. Desejo que meus exemplos inspirem outras mulheres”, concluiu.