Que alívio! A vitória de ontem em Caxias do Sul trouxe um sentimento de tranquilidade ao apito final. Até o último instante, o receio de um empate era grande. O cenário parecia propenso a um desastre: o Galo dominava, criando inúmeras oportunidades, mas também as desperdiçando. Por sorte, o pior não aconteceu.
Durante a partida, meu relógio emitiu dois alertas de batimentos cardíacos elevados, típicos de momentos de descanso. Além de indicar atividade física, esse dispositivo deveria ter um aviso específico para jogos do Galo, ajudando a entender por que o coração acelera sem aviso em uma tranquila noite de segunda-feira. Calma, meu relógio, não é um infarto; é apenas mais uma chance perdida.
O primeiro tempo foi promissor. O time não apenas teve volume de jogo, mas também apresentou uma organização admirável para criar jogadas. Com a entrada de Igor Gomes no meio-campo, Scarpa pôde atuar mais internamente, onde se destaca. Ele fez uma grande partida. Cuello, pela esquerda, também se destacou, frequentando a área com muita eficácia. E não posso deixar de mencionar a performance excepcional de Rubens.
Rubens, que atuou como volante, lateral e um verdadeiro coringa, foi fundamental. Ele se destacou tanto na defesa quanto no ataque, vencendo praticamente todas as disputas e quase anotando seu gol. O Galo abriu o placar com Rony, mas um impedimento milimétrico frustrou nossa animação. No entanto, após um cruzamento de Scarpa, a bola passou por todos e acabou entrando, trazendo um pouco de justiça ao resultado.
Com 1 a 0 no placar, o Atlético teve a chance de ampliar, criando oportunidades para fazer dois, três, até cinco gols. No início do segundo tempo, dominamos a partida, mas a quantidade de chances claras desperdiçadas foi preocupante. Se o time não finaliza, o adversário sente-se motivado e, em um momento de desatenção, pode aproveitar. Foi isso que o Juventude tentou fazer.
No meio da segunda etapa, o Galo teve uma queda de rendimento. Nenê, embora já experiente, entrou bem em campo e fez o Juventude crescer. Eles marcaram um gol anulado por um toque de mão de Ênio e tiveram um pênalti cancelado por um impedimento milimétrico, semelhante ao lance de Rony no primeiro tempo. Quase perdemos tudo novamente, mas, desta vez, a sorte sorriu para nós.
Sem Hulk, o time conseguiu um meio-campo mais equilibrado, o que resultou em uma maior organização. O próximo desafio para Cuca será manter esse equilíbrio com o retorno do ídolo e a entrada de Dudu no próximo mês.
Em termos individuais, a dupla de zaga merece elogios, especialmente o jovem Rômulo, que teve uma atuação sólida. Caio, pela esquerda, teve momentos bons, mas ainda comete erros que não podem ocorrer em um defensor. Se o pênalti tivesse sido validado e convertido, a responsabilidade cairia sobre ele. Ele tem potencial, mas precisa ser mais eficaz e firme em suas ações defensivas.
Ainda temos muito a aprimorar, mas é sempre mais fácil corrigir após uma vitória. Com o resultado de 1 a 0, que para nós é uma goleada, conseguimos subir para a décima posição no Brasileirão. Para quem esteve na zona de rebaixamento até poucas horas atrás, estar no G-10 é um luxo.
Saudações.