Na noite desta segunda-feira (5), às 20h, Atlético e Juventude se enfrentam em um confronto crucial pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, buscando escapar da zona de rebaixamento. Este embate traz à memória um momento marcante de 2003, quando um ex-goleiro do Atlético se destacou ao marcar um gol decisivo nos instantes finais.
Naquela época, o Atlético estava sob pressão, tendo mudado de treinador após a saída de Celso Roth, e buscava reverter sua situação no campeonato. Sob a direção interina de Marcelo Oliveira, que na ocasião atuava nas categorias de base do clube, a equipe precisou de um milagre.
O verdadeiro protagonista daquela partida não foi o novo técnico, mas sim Eduardo Allax, o arqueiro do Atlético, que se tornou a estrela do jogo ao garantir a vitória por 2 a 1 no Mineirão, diante de mais de 12 mil torcedores. O Atlético abriu o placar com um gol do volante Marcelo Silva, mas o Juventude empatou com Geufer. Após o gol adversário, a equipe gaúcha pressionou, mas esbarrou em Eduardo, que fez defesas impressionantes e manteve o time na disputa.
O que ninguém esperava era que o goleiro se tornaria o responsável pelo gol da vitória. Nos acréscimos, aos 46 minutos, Eduardo, que era reserva de Velloso, subiu à área do Juventude durante um escanteio e, aproveitando a cobrança de Lúcio Flávio, saltou mais alto que os defensores rivais para colocar o Atlético novamente à frente no placar.
Após o apito final, Eduardo compartilhou sua experiência com os jornalistas, revelando que recebeu críticas de seus companheiros ao deixar a meta. “Sai daqui, seu maluco. Volta para o gol. E eu disse: ‘não, eu vou fazer o gol'”, contou ele em entrevista à TV Globo. “Atlético é isso aí, sofrimento, raça”, completou o goleiro.
Na época, Raul Plasmann, ídolo de Flamengo e Cruzeiro, era o treinador do Juventude. Mesmo após a derrota, ele elogiou a performance de Eduardo, afirmando: “Foi um presente, um prêmio, em uma profissão tão sacrificada. Ele teve um momento único na vida”.
Eduardo, que vestiu a camisa do Atlético em 65 jogos entre 2002 e 2004, sofreu apenas um gol em sua trajetória. Além do gol memorável, ele ficou conhecido por um incidente durante a final do Campeonato Mineiro de 2004, quando se envolveu em uma briga com o zagueiro Cris, do Cruzeiro, que acabou vencendo o torneio. Após se aposentar, Eduardo seguiu na carreira de treinador e atualmente é gestor executivo do futebol do Bangu Atlético Clube, no Rio de Janeiro.