Na última terça-feira (29), o Atlético Mineiro enfrentou o Maringá e terminou a partida em um empate de 2 a 2, em duelo correspondente à primeira partida da terceira fase da Copa do Brasil. O técnico Cuca considerou o resultado equitativo, mas lamentou que, mais uma vez, a equipe não conseguiu traduzir sua superioridade estatística em um triunfo.
O Galo esteve em desvantagem no placar em duas ocasiões, mas mostrou determinação ao buscar a recuperação. No entanto, ao final do jogo, os números mostraram que o Atlético dominou a posse de bola, realizou mais finalizações, completou mais passes, desarmes e oportunidades criadas, uma tendência que se repete em suas últimas exibições. O desafio é que o time continua sem transformar essa superioridade em vitórias.
“Foi um resultado justo, mas, como é habitual, tivemos os números a nosso favor. Finalizamos 20 vezes na partida, buscamos sempre a vitória, mas enfrentamos dificuldades defensivas devido ao nosso estilo de jogo, que não se baseia em esperar apenas uma ou outra chance. Estávamos preparados para vencer”, comentou o treinador, que também mencionou um gol anulado de Cuello antes do Maringá marcar o segundo gol, afirmando que a bola não saiu, o que poderia ter alterado o rumo do jogo.
Para Cuca, as estatísticas refletem bem o desempenho da partida e indicam que, apesar do Atlético ter um padrão de jogo, a equipe ainda não consegue convertê-lo em resultados positivos. Ele ainda acrescentou que o time atuou há cerca de 72 horas e tem enfrentado limitações em seu elenco, o que impacta seu rendimento: “Não dispomos de um grande plantel para fazer rodízio, pois muitos jogadores estão lesionados.”
Assim como Hulk, que se manifestou ao deixar o campo, Cuca também elogiou o Maringá, destacando o sistema de jogo ousado que, segundo ele, tem funcionado bem. “O estilo do Maringá é singular, com marcação individual em todo o campo e uma confiança enorme jogando em casa. O treinador está há quase cinco anos no clube, e os jogadores se adaptaram a esse sistema. Tentamos criar oportunidades, mas, na maioria das vezes, mesmo em situações de um contra um, não conseguimos vantagem, o que nos deixou expostos. Tínhamos um plano para Alonso atuar como um meio-campista, mas, na perda da bola, voltar como terceiro zagueiro, embora muitas vezes isso não seja viável. O Maringá raramente perde em casa e domina a partida”, concluiu.
O Atlético e o Maringá voltarão a se encontrar no dia 21 de maio, em Belo Horizonte. Até lá, o Galo ainda terá cinco jogos pela frente, sendo três pelo Campeonato Brasileiro e dois pela Sul-Americana.