O atacante Hulk não poupou críticas à arbitragem durante a partida entre Atlético e Mirassol, realizada neste sábado (26), pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Ele recebeu um cartão amarelo no primeiro tempo e, ao se dirigir ao vestiário, expressou seu descontentamento em relação à atuação do juiz.
O cartão amarelo foi mostrado a Hulk aos 28 minutos do primeiro tempo, após uma reclamação. Em entrevista durante o intervalo, o jogador do Atlético questionou a decisão do árbitro Davi de Oliveira Lacerda. “Ele permitiu que o jogo seguisse, numa disputa em que ganhei a bola do adversário, e ainda assim marcou a falta. Sou jogador e não sou obrigado a aceitar a decisão do árbitro. Reclamei olhando para o chão, para o meu gol, e ele me deu o amarelo a 10 metros de distância. Qual é o critério? Eu nem estava reclamando diretamente com ele; estava virado para o meu goleiro”, afirmou Hulk.
“É complicado, buscamos igualdade. Reclamei de costas para o árbitro e levei o cartão. Já vi jogadores ofenderem o árbitro e não serem punidos. Eles querem aparecer. Infelizmente, os árbitros se tornam os protagonistas. É só aplicar o mesmo critério. Ele se desculpou pelo cartão, mas eu disse que isso não resolve. Se houver um contra-ataque, não posso parar por estar pendurado”, completou o camisa sete do Atlético.
Hulk também levantou questões sobre o pênalti que foi anulado para o Atlético após a revisão do VAR. Segundo ele, o juiz não seguiu os critérios que havia utilizado anteriormente e acabou marcando uma falta de Gustavo Scarpa no início da jogada. “Ele não marcou o pênalti, nos chamou para conversar, e eu disse que ele estava no comando, mas não estava seguindo seu critério. Ele não marcou uma falta no meio de campo, disse que era pênalti, mas acabou marcando a falta antes. Isso vai contra a lógica dele. Já presenciei situações em que o VAR chamou o árbitro e ele manteve a decisão. Se foi falta, houve várias situações similares”, analisou.
“Vocês da imprensa não abordam isso. Focam no jogador que reclama, mas não consideram o contexto geral antes de julgá-los como excessivamente reclamantes”, concluiu Hulk.