De protagonista a reserva, Dudu, assim como Gabigol, perdeu seu lugar entre os titulares do Cruzeiro nas últimas partidas. Enquanto a torcida acredita que essa foi uma decisão do técnico Leonardo Jardim visando aprimorar o desempenho da equipe, o jogador não vê as coisas da mesma forma.
“Não estou me sentindo bem. É difícil ser titular por tanto tempo e agora ser deixado de lado. É necessário se adaptar a essa nova realidade. Na minha opinião, eu vinha apresentando um bom desempenho. Não compreendo por que o treinador decidiu me afastar do time, mas respeito sua decisão. Preciso trabalhar para recuperar meu espaço”, declarou.
Após três jogos no Campeonato Brasileiro como suplente, Dudu retornou à titularidade na última quinta-feira (24/4), quando o técnico português optou por uma formação mesclada, resultando em uma derrota de 2 a 1 para o Palestino no Chile. O Cruzeiro não conseguiu conquistar nenhum ponto nas três rodadas iniciais da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Para o jogador de 33 anos, que é visto como um dos líderes do time, a responsabilidade pela má fase não deve recair apenas sobre os atletas, mas também sobre outros setores da SAF. Recentemente, o CEO Alexandre Mattos se tornou um alvo de protestos por parte das principais torcidas organizadas.
“Temos enfrentado situações vexatórias desde o início do ano. Não conseguimos nos classificar para a final do Campeonato Mineiro e estamos com zero pontos na Sul-Americana. Precisamos melhorar em todos os aspectos, não apenas os jogadores, mas todos os envolvidos com o futebol do Cruzeiro”, afirmou em Coquimbo.
“Essa é uma responsabilidade compartilhada. Jogadores, comissão técnica e diretoria. Quando estamos em campo, somos o rosto da equipe. No entanto, todos que fazem parte do projeto devem reconhecer o que está acontecendo no clube para que possamos evoluir e evitar surpresas desagradáveis no final da temporada”, concluiu Dudu.