Kei Nishikori, uma das dez vítimas de João Fonseca em 10 confrontos nos Challengers deste ano, foi superado pelo brasileiro na semifinal em Phoenix, EUA, em março. No entanto, nesta quinta-feira (24), o japonês, ex-número 4 do mundo e atualmente na 64ª posição, celebrou uma importante conquista no Masters 1000 de Madri: a 450ª vitória de sua trajetória profissional.
Para dar uma ideia da relevância desse marco, entre os tenistas ativos, apenas sete superaram essa quantia: Novak Djokovic (1136), Richard Gasquet (609), Marin Cilic (590), Gael Monfils (581), Stan Wawrinka (579), Alexander Zverev (482) e Grigor Dimitrov (471).
Surpreendido com a notícia, Nishikori sorriu ao ser informado após a partida e comentou, com um tom divertido, que só conseguia recordar de 10 jogos. “Não fazia ideia. Estou focado em jogar cada partida de cada vez. Já estou nessa jornada há 18 anos e espero alcançar as 500 vitórias”, afirmou o atleta japonês.
Na próxima fase, Nishikori enfrentará o canadense Denis Shapovalov, atual 30º do ranking mundial. Nos encontros anteriores, o japonês venceu duas das três partidas contra o canadense.
Enquanto isso, João Fonseca, que estreia no Masters 1000 de Madri nesta quinta, tem conquistado admiradores por suas atitudes dentro e fora das quadras. Em uma entrevista ao site da ATP, o duplista Marcelo Melo, ex-número 1 do mundo, elogiou o caráter do jovem talento de 18 anos.
Durante o Rio Open em fevereiro, mesmo após uma eliminação precoce contra Alexander Muller, Fonseca fez questão de apoiar Melo e Rafael Matos nas semifinais e na final de duplas. “Isso diz muito sobre ele. Geralmente, os jogadores não retornam à quadra após uma derrota, mas ele voltou para nos apoiar, o que demonstra seu caráter e seu desejo de apoiar amigos”, elogiou Melo.
A presença de Fonseca foi tão impactante que ele, junto com Matos, tornou-se a primeira dupla inteiramente brasileira a conquistar o maior torneio da América do Sul. No ano anterior, Matos havia vencido ao lado do colombiano Nicolas Barrientos. “Foi admirável da parte dele. Não pedimos que ele viesse, dada a preocupação com segurança, mas ele fez um esforço e foi muito bom”, concluiu o tenista mineiro.