A produtora de reportagens Fernanda Santos faleceu na noite de quarta-feira, 18 de março, aos 53 anos, em decorrência de um trágico acidente de trânsito em São Paulo. Com mais de 20 anos de experiência na TV Globo, ela estava voltando para casa após uma sessão de fisioterapia quando ocorreu o acidente. Apesar de ter sido imediatamente levada a um hospital, não sobreviveu aos ferimentos.
A notícia de sua morte foi anunciada ao vivo na manhã seguinte, durante o programa Bom Dia São Paulo, onde os apresentadores Sabina Simonato, Marcelo Pereira e Guilherme Pimentel, visivelmente emocionados, interromperam a rotina do telejornal para compartilhar a dor da perda de sua colega.
Nascida em Brasilândia, na cidade de São Paulo, Fernanda construiu uma carreira sólida no jornalismo. Ela se graduou em Jornalismo pela Unesp de Bauru em 1998 e ingressou na TV Globo em 2005, onde se destacou nos bastidores da produção de notícias. Além de sua atuação nos bastidores, ela também se destacou na cobertura do Carnaval, uma de suas grandes paixões. Frequentadora assídua do Anhembi, era admirada pelo seu profundo conhecimento sobre as escolas de samba e seu entusiasmo contagiante pela festividade.
Fernanda era uma fervorosa torcedora da Mocidade Alegre e se tornou uma referência no tema dentro da redação da emissora. Ela recebeu homenagens de colegas e de entidades do Carnaval, como a Liga das Escolas de Samba e a própria Mocidade Alegre. Em uma nota de pesar, a escola expressou: “Fernanda sobe levando a gratidão de milhares de sambistas, pelas noites dedicadas entre quadras e barracões, esforçando-se para mostrar nossa arte em rede nacional e para o mundo inteiro pelas lentes da TV Globo.”
Além de sua carreira no jornalismo, Fernanda também se destacou na academia e no ativismo social. Formada em Pedagogia, com mestrado e doutorado em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), ela fazia parte do coletivo Ocareté, que promove debates sobre decolonização e minorias sociais. Além disso, colaborou na organização do livro “Ensaios sobre Racismos”, publicado em 2020.