Stranger Things explora fenômenos que desafiam a lógica humana, e alguns elementos da trama podem ter raízes em um suposto caso verídico. Em uma entrevista à revista Wired em 2017, os atores Gaten Matarazzo (Dustin) e Joe Keery (Steve) mencionaram que um experimento durante a Guerra Fria poderia ter servido de inspiração para a série. Durante a conversa, que se baseou em sugestões do Google, Keery foi questionado se Stranger Things era fundamentada em fatos reais. Foi nesse momento que Matarazzo trouxe à tona informações intrigantes.
“É inspirado em um local em Montauk, Nova York, conhecido como Camp Hero”, revelou ele. “Existem rumores sobre agentes secretos do governo realizando testes em humanos na tentativa de enfrentar a Guerra Fria, um projeto que ficou conhecido como Projeto Montauk”, acrescentou.
Os atores informaram que o título original da série seria Montauk, mas a Netflix e os criadores decidiram por Stranger Things. Além disso, o local de filmagem inicialmente previsto era Long Island — onde se supõe que o Projeto Montauk tenha acontecido —, mas a produção foi transferida para Indiana.
A conexão entre Eleven e o Demogorgon, que provoca a abertura do portal para o Mundo Invertido, poderia ter relação com um incidente que teóricos da conspiração acreditam que ocorreu em Montauk em 1983. Segundo esses relatos, o local abrigaria uma instalação subterrânea onde experimentos genéticos secretos com crianças e animais estariam sendo realizados.
Os rumores sobre o projeto se intensificaram nos anos 1980, quando homens agora com cerca de 70 anos afirmaram ter sido sujeitos a esses testes experimentais.
O Projeto Montauk se tornou amplamente conhecido a partir de 1992, com o lançamento de “The Montauk Project: Experiments in Time”, escrito por Preston B. Nichols. Contudo, desde a década de 1980, já circulavam especulações sobre experimentos de guerra psicológica realizados por militares norte-americanos no extremo leste de Long Island.
De acordo com essas alegações, as pesquisas teriam sido realizadas em Camp Hero, uma antiga base militar da Guerra Fria, e na Estação da Força Aérea de Montauk. Nichols declarou que escreveu seu livro após “recuperar” memórias de sua suposta participação no projeto. Desde a publicação, outras pessoas também surgiram dizendo ter conhecimento ou envolvimento nos experimentos.
Os relatos contidos na obra sugerem que o Projeto Montauk envolveu experimentos com controle mental, telepatia, abertura de portais para dimensões alternativas, contatos com seres de outras realidades e até sequestros de crianças. Apesar da notoriedade e do misticismo que cercam o assunto, não há evidências concretas que comprovem a existência do Projeto Montauk.