No último domingo (28/12), a renomada atriz francesa Brigitte Bardot, uma figura marcante do cinema e da cultura do século XX, faleceu aos 91 anos. Ela estava internada em um hospital em Toulon, França, desde novembro. A confirmação da sua morte foi divulgada pela Fundação Brigitte Bardot.
Brigitte deixou uma marca indelével tanto no cinema francês quanto no americano, apesar de sua carreira relativamente breve, que chegou ao fim quando ela tinha apenas 39 anos. Após anos sob os holofotes, a atriz optou por uma vida mais reservada, mas permaneceu no centro de várias controvérsias mesmo depois de sua aposentadoria.
Após se retirar das telas, Brigitte Bardot se tornou uma fervorosa defensora dos direitos dos animais, fundando a Fundação Brigitte Bardot em 1986. Ela se dedicou a campanhas contra a caça, testes em animais, uso de peles e touradas, entre outras questões.
Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Brigitte iniciou sua trajetória artística ainda na infância, praticando balé clássico e se tornando modelo da revista Elle aos 15 anos. Foi durante essa fase que atraiu a atenção do cineasta Roger Vadim, que despertou seu interesse pelo cinema.
Sua presença cativante e liberdade de expressão a destacaram em Hollywood, onde rapidamente conquistou o público. Ao longo de sua carreira, atuou em 40 filmes notáveis, incluindo “A Verdade” (1960), indicado ao Oscar, “Vida Privada” (1962), “O Desprezo” (1963) e “Viva Maria!” (1965).
A vida pessoal de Brigitte também foi marcada por transformações. Ela se separou de Vadim em 1957, casou-se com Jacques Charrier em 1959 e teve seu único filho, Nicolas-Jacques Charrier. Posteriormente, ela se divorciou de Jacques e se casou com o alemão Gunter Sachs, que foi seu marido de 1966 a 1969.
Após o auge de sua carreira cinematográfica, Brigitte decidiu se afastar das câmeras em 1973, buscando uma vida mais discreta, longe da atenção midiática.
Em 2018, durante o movimento Me Too, Brigitte gerou polêmica ao desmerecer as denúncias de assédio feitas por algumas atrizes, alegando que certas situações eram exageradas ou aproveitadoras. “Existem muitas atrizes que provocam os produtores para conseguir um papel. Depois, para chamar atenção, afirmam ter sofrido assédio. Na verdade, isso as prejudica mais do que as beneficia”, declarou à revista Paris Match.
Em 2021, ela enfrentou consequências legais por comentários considerados racistas, referindo-se a moradores de uma ilha francesa como nativos que “preservaram seus genes selvagens”.
Fique por dentro das novidades do mundo do entretenimento e das celebridades seguindo o perfil Metrópoles Fun no Instagram e receba atualizações no WhatsApp.