O SBT se tornou alvo de críticas por parte dos apoiadores do governo Bolsonaro após a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do novo canal da emissora, o SBT News. Além de Lula, o evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. A participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito Ricardo Nunes não foi suficiente para apaziguar os ânimos entre os simpatizantes do ex-presidente.
Enquanto alguns defensores de Bolsonaro pedem um boicote à emissora, outros lembram que Silvio Santos sempre acolheu presidentes em seu canal, e o próprio Jair Bolsonaro já participou de um programa ao lado do icônico apresentador.
O evento, que gerou desconforto entre os apoiadores de Bolsonaro, reuniu figuras importantes da política nacional, com discursos voltados para a convivência institucional. Além de Lula, estiveram presentes a primeira-dama Rosângela Janja, o vice-presidente Alckmin e ministros como Fernando Haddad, Jorge Messias e Ricardo Lewandowski. O Supremo Tribunal Federal também foi representado por Alexandre de Moraes e o decano Gilmar Mendes, além da presença do governador Tarcísio de Freitas e do ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas.
Na madrugada de segunda-feira (15/12), o cantor Zezé Di Camargo anunciou nas redes sociais sua decisão de romper vínculos com o SBT, em virtude da abertura da emissora a autoridades políticas durante o lançamento do SBT News e um especial institucional. O artista, que se identifica com o bolsonarismo, também pediu que sua participação no tradicional especial de Natal não seja exibida. Em um vídeo, ele expressou seu desconforto com a presença de Lula e do ministro Alexandre de Moraes nos eventos promovidos pelo canal, considerando isso uma mudança significativa na direção da emissora, especialmente após o falecimento de Silvio Santos, a quem ele atribui uma perspectiva política diferente da atual gestão.